POR QUE VOCÊ DEVE VISITAR O ALENTEJO?

A Condé Nast Traveler respondeu a pergunta. Segundo a revista, o Alentejo precisa estar na sua lista de próximas viagens porque “o cenário de sonho e os vinhedos de categoria internacional fazem dessa região um paraíso para os amantes de … Continuar lendo

ADEGA CARTUXA

Esta é a lendária Adega Cartuxa, localizada na Quinta de Valbom, uma das quatro vinícolas da Fundação Eugénio de Almeida. Escrevo “lendária” sem o menor receio de estar exagerando. Afinal, é daqui que saem as garrafas de Pêra-Manca, um dos vinhos mais … Continuar lendo

ROTA DOS VINHOS DO ALENTEJO

Que tal experimentar alguns dos melhores vinhos portugueses enquanto desfruta de paisagens espetaculares? É exatamente isso o que a Rota dos Vinhos do Alentejo proporciona. Conheci parte do circuito em outubro do ano passado, enquanto zanzava entre Évora, Arraiolos, Monsaraz … Continuar lendo

QUINTA DOS MALVEDOS

Na margem norte do Douro, junto à foz do Rio Tua, esparramam-se os vinhedos de uma das mais espetaculares quintas da região demarcada. Trata-se de Malvedos, pertencente à Graham´s – cujos vinhos do porto, em especial os vintage, são verdadeiras obras de arte.

Quinta dos Malvedos: produtora de vinhos de porto que são verdadeiras obras de arte

Quinta dos Malvedos: produtora de vinhos de porto que são verdadeiras obras de arte

A Quinta dos Malvedos foi adquirida pela família Graham em 1890. Teve de ser vendida algum tempo depois, devido a problemas financeiros, mas acabou sendo recomprada em 1970. As vinhas cobrem quase 70% dos 108 hectares da propriedade. Nos socalcos murados mais antigos, elas têm, em média, 45 anos de idade.

Os painéis de azulejo na entrada da quinta lembram os visitantes...

Os painéis de azulejo na entrada da quinta lembram os visitantes…

Douro

…de que a família Graham está no Douro desde o século 19

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

A seguir, dois vídeos amadores, mas bem bacanas, feitos pela blogger da Graham´s em Malvedos no ano de 2011, poucas semanas antes da vindima (a colheita das uvas). A primeira parte passeia pelo setor sul da propriedade. A segunda, pelo norte. Ambas estão em inglês.

Só para constar: a safra 2011 foi uma das melhores de todos os tempos não apenas no Douro, mas em todo o país.

QUINTA DE CASTELO MELHOR

Douro Superior. Estamos na porção mais oriental da região demarcada mais antiga do mundo. Para ser exato, na Quinta de Castelo Melhor, a um quilômetro da vila que lhe empresta o nome (concelho de Vila Nova de Foz Côa). Uma maravilha de propriedade. Aqui são cultivadas uvas que entram no blend dos vinhos Duorum, parceria entre os enólogos João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco.

Entrada da Quinta de Castelo Melhor:bem perto da vila que lhe empresta o nome

Entrada da Quinta de Castelo Melhor: a apenas 1 km da vila que lhe empresta o nome

O Douro visto do alto da encosta: vinhas entre 160 m e 400 m de altitude

O Douro visto do alto da encosta: videiras plantadas entre 160 m e 400 m de altitude

Perceba como o desnível do terreno é acentuado. Lá embaixo, no fundo do vale, pode fazer muito mais calor que aqui em cima. Na prática, há dois micro-climas distintos. No mais quente e abafado, as uvas maduras apresentam maior concentração de açúcares, dando origem a vinhos mais concentrados e intensos. Já no ambiente mais fresco e arejado, acontece o contrário, resultando vinhos mais leves e com maior acidez. Dessa diversidade nasceram, em 2008, dois grandes rótulos da Duorum: o O. Leucura Cota 200, feito com as uvas mais calorentas da encosta, e o O. Leucura Cota 400, com as uvas fresquinhas das terras altas. As castas são rigorosamente as mesmas, Touriga Nacional e Touriga Franca. Mas os vinhos… Eles não poderiam ser mais diferentes um do outro.

Originárias do Minho, a casta foi introduzida no Douro há 300 anos

A casta foi introduzida no Douro há cerca de 300 anos: originária da região do Minho

Souzão, uma das variedades cultivadas: 17% da área plantada

Souzão, uma das variedades: 17% da área plantada

A cor da Souzão é intensa: mais tinta das uvas portuguesas

A cor da Souzão é intensa: mais tinta das uvas portuguesas

Essas duas Tourigas, Nacional e Franca, são as castas predominantes na Quinta de Castelo Melhor – correspondem a 38% e 34% da área plantada, respectivamente. Em terceiro lugar aparece a Souzão (17%), cujos cachos ilustram este post. Considerada a mais tinta das castas portuguesas, ela é originária do Minho e foi introduzida no Douro há cerca de 300 anos. Entra no blend de certos rótulos da Duorum (inclusive vinhos do porto vintage) para garantir-lhes a intensidade da cor e alguma frescura.

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

RETRATOS DO DOURO

Ao se deslocar entre Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa, o viajante nem percebe que tem o Rio Douro como companhia em boa parte do tempo. Não dá para vê-lo do carro durante quase todo o trajeto. Mas acredite, ele está logo ali, atrás de uma sequência aparentemente interminável de quintas. Da beira da estrada, só é possível avistá-lo quando a gente se aproxima da desembocadura do Côa. Uma dica: resolva esse “problema” visitando a Quinta de Castelo Melhor, propriedade da Duorum debruçada sobre a margem esquerda do rio (mais ou menos na metade do caminho). Ela proporciona vistas espetaculares, especialmente do trecho mais próximo à foz da Ribeira de Aguiar, junto à vizinha Quinta da Granja.

O rio visto da Quinta de Castelo Melhor: uma paisagem deslumbrante

O Douro visto da Quinta de Castelo Melhor: meio do caminho entre Castelo Rodrigo e Foz Côa

De novo, o visual do Douro junto à desembocadura do Côa: sequ^ncia interminável de quintas

De novo, o visual junto à desembocadura do Côa: sequência interminável de quintas

Perto da foz do Rio Côa: foto clicada da beira da estrada

Perto da foz do Rio Côa: foto clicada da beira da estrada

Visual junto à margem esquerda do Douro: de dentro da Quinta de Castelo Melhor.

No fundo do vale, Quinta de Castelo Melhor: quietude absoluta e sensação de isolamento

A paisagem do Douro desde o Museu do Côa: provavelmente a mais bela região vinícola do mundo

O Douro desde o Museu do Côa: duplamente patrimônio da humanidade

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

ENTRE CASTELO RODRIGO E FOZ CÔA

Esta galeria contém 6 imagens.

Quem acompanha este blog já leu, mais de uma vez, que fiz de Castelo Rodrigo minha base para as visitas ao museu e às gravuras pré-históricas do Côa. Isso me obrigou a percorrer meia dúzia de vezes, ida e volta, os 30 e … Continuar lendo

O PAISAGISMO DAS VINHAS

Para cobrir de vinhas as encostas do Douro, o homem teve de suar. Precisou esculpir socalcos, armar patamares, plantar uma imensidão de videiras. Verdadeiro trabalho de Hércules, executado ao longo de séculos por gerações e gerações.

Hoje, são três as principais técnicas de armação do terreno utilizadas no Douro. Os textos a seguir, extraídos do site da Taylor´s, resumem bem cada uma delas.

Socalcos tradicionais   As vinhas mais antigas são plantadas em socalcos tradicionais suportados por muros de pedra. Estes muros foram construídos à mão nas íngremes encostas e depois preenchidos com terra trazida da margem do rio ou quebrando o leito da rocha. (…) Classificados como Património Mundial, os socalcos formam uma das mais dramáticas e inspiradoras paisagens vínicas do mundo. No final do século 20, o custo de construção destes muros era já proibitivo, não sendo construídos nos dias de hoje.

Socalcos: sustentados por muros de pedra, eles formam um das mais dramáticas paisagens vínicas do mundo

Socalcos: suportados por muros de pedra, eles formam um das mais dramáticas paisagens vínicas

Patamares   São modernos socalcos cortados nas encostas através do uso de equipamentos de terraplanagem. Não são suportados por muro, mas separados por taludes altos em terra. Observados a certa distância ou desde o ar, assemelham-se a gigantescas linhas de contorno. Esta técnica de armação do terreno das vinhas generalizou-se na década de 1980, quando uma grande área das vinhas do Douro foi redesenhada – inclusive alguns dos mortórios, isto é, socalcos que jamais tinham sido replantados após a praga de filoxera da década de 1870.

Patamares: não são suportados por muro, mas separados por taludes altos em terra

Patamares: não são suportados por muros de pedra, mas separados por taludes altos em terra

Plantação vertical   Nas zonas onde a inclinação o permite, os terraços podem ser substituídos por linhas verticais de vinhas que se elevam perpendicularmente na encosta. Esta é uma técnica que tem sido aperfeiçoada nos últimos anos e que é conhecida como vinha ao alto. Os avanços nas técnicas antierosão e de drenagem têm permitido que um número crescente de vinhas seja plantado desta forma. Atualmente, a vinha ao alto é a técnica adotada pela Taylor’s em encostas com inclinações até 30%. A vinha ao alto tem várias vantagens, incluindo uma melhor exposição da folhagem da videira.

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Plantação vertical: linhas que se elevam perpendicularmente em encostas com até 30 graus de inclinação

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

QUINTA NOVA

Volto ao Pinhão só para dar uma dica: bem mais legal que comprar vinhos e azeites na simpática lojinha da estação ferroviária é ir direto à fonte – a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, distante apenas 5 quilômetros da vila. A propriedade é linda. Proporciona belas vistas sobre o Rio Douro. E tem um restaurante muito bom. Quando estive lá, em outubro de 2012, combinei meu almoço com uma prova de vinhos. As harmonizações foram determinadas pelo chef. Tomei um branco (Grainha) com a entrada, dois tintos (Colheita e Reserva) com os pratos seguintes e um porto (Clã) com a sobremesa. Nos intervalos, chazinho de folha de videira para zerar minhas papilas gustativas. Recomendo.

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, a apenas 5 km da vila de Pinhão

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, distante apenas 5 km da vila de Pinhão

A propriedade tem 85 hectares de vinhedos que se estendem por 1,5 km na margem direita do Douro

São 85 hectares de vinhedos que se estendem por 1,5 km na margem direita do Douro

Boa parte dos legumes e das verduras servidos no restaurante são cultivados na própria quinta

As verduras e os legumes servidos no restaurante são cultivados na própria quinta

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados