ÓPERA NO PATRIMÔNIO

Deu no Notícias UC: “A Universidade de Coimbra (UC) é um dos locais escolhidos para receber um dos eventos do ciclo O.P.(us) . Ópera no Património. O espetáculo Carmen, de Georges Bizet, chega ao Pátio das Escolas a 23 de … Continuar lendo

COIMBRA E O BRASIL

Já que o tema de um dos posts desta semana foi um estudante brasileiro na Universidade de Coimbra (o Marquês de Sapucaí), aqui vai um documentário sobre as ligações entre a UC e o Brasil. O programa, produzido pela UCV e exibido pela RTP2 em 2015, tem pouco mais de meia hora de duração.

O SAMBA E A UC

Aproveito este finalzinho de Carnaval para escrever sobre uma conexão das mais curiosas entre a Universidade de Coimbra, patrimônio da humanidade, e o Brasil. Como a maioria dos leitores deve saber, o sambódromo do Rio de Janeiro, palco do autodenominado “maior … Continuar lendo

SÉ VELHA DE COIMBRA

SÉ VELHA DE COIMBRA

Eis aqui um dos melhores programas para quem visita Coimbra, talvez o melhor excetuando-se aqueles que incluem a universidade. A Sé Velha impressiona por seu estilo bunker, de igreja-fortaleza, e guarda lá dentro peças de valor inestimável, entre obras de arte … Continuar lendo

CAPELA DE SÃO MIGUEL

Antes de deixar a Universidade de Coimbra rumo ao Mosteiro da Batalha, uma passadinha pela espetacular Capela de São Miguel. Ela foi construída no início do século 16, em substituição a uma capela anterior, provavelmente do século 12. Diz assim o website da UC:

“O edifício que hoje existe é fruto das obras dirigidas por Marcos Pires e terminadas por Diogo de Castilho. Foi alvo de pequenas remodelações nos séculos 17 e 18. A Real Capela dedicada a São Miguel foi também sede da confraria de lentes e estudantes sob a invocação de Nossa Senhora da Luz. Sua estrutura arquitetónica é manuelina, estilo decorativo visível, sobretudo, nos janelões da nave central e no arco cruzeiro.

Quando a universidade adquiriu o palácio, adquiriu igualmente a capela, mantendo esta o privilégio real. O revestimento azulejar da capela-mor data de 1613, e a nave foi revestida com azulejos tipo “tapete”, que foram fabricados em Lisboa. A pintura do teto deve-se ao lisboeta Francisco F. de Araújo, que a executou no fim do século 17. Posteriormente, foi renovada, e o escudo real, modernizado.

O púlpito foi utilizado pelo padre António Vieira em 1663 para proferir o sermão dedicado a Santa Catarina, cujo altar data já do século 18. Do lado esquerdo está o altar dedicado a Nossa Senhora da Luz, padroeira de todos os estudantes. A capela é consagrada. Nela celebra-se a missa dominical e são realizados casamentos para membros da comunidade universitária.”

A Capela de São Miguel, na UC: cenário de um dos sermões do padre António Vieira

A capela: cenário de um dos sermões do padre António Vieira

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

COLÉGIO DE SÃO PEDRO

COLÉGIO DE SÃO PEDRO

Todo mundo que visita Coimbra conhece essa fachada. Afinal, ela fica no coração da universidade, voltada para o Paço das Escolas. É o Colégio de São Pedro, aquele edifício imenso à direita de quem olha a Via Latina de frente. … Continuar lendo

UMA SÁBIA – E VELHA – SENHORA

A Via Latina, na fachada principal da Universidade de Coimbra: construída durante o reinado de D. João V (1706-50)

Universidade de Coimbra: 750 anos celebrados no passado mês de março

Universidade de Coimbra acaba de completar 725 anos. Sua história começa precisamente no dia 1º de março de 1290, quando o rei D. Dinis assina em Leiria o documento intitulado Scientiae thesaurus mirabilis. Com aquela canetada, criou-se o Estudo Geral – uma espécie de embrião da UC, que reuniu em Lisboa apenas quatro faculdades: Artes, Direito Canônico, Direito Civil e Medicina. A instituição só foi transferida para Coimbra em 1308. E ficou pulando entre as duas cidades até 1537, quando se estabeleceu em definitivo sobre a margem direita do Mondego.

Um pouco mais de perto: lá no alto, as armas nacionais, e a Sapiência acima delas

Lá no alto, as armas nacionais e a Sapiência acima delas

“Inicialmente confinada ao Palácio Real, a universidade espraiou-se por Coimbra, modificando-lhe a paisagem, tornando-a na cidade universitária, alargada com a criação do Pólo II, dedicado às engenharias e tecnologias, e de um terceiro pólo, devotado às ciências da vida”, explica o website da UC. “Estudar aqui é dar continuidade à história da matriz intelectual do país, que formou as mais destacadas personalidades da cultura, da ciência e da política nacional.”

Coimbra

Mais de perto ainda: para clicar essa escadaria assim, sem ninguém, só madrugando

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

PRESS TRIP 2014 – DIA 4

Peço desculpas pela ausência dos últimos dias. Minha rotina aqui em Portugal está bem puxada. Acordo por volta das 6h e fico na rua até as 20h, 20h30, quase sempre carregando até 3 kg de equipamento fotográfico nas costas. Quando finalmente volto para o hotel, ainda preciso jantar, checar e responder e-mails, saber como estão minha mulher e minha filha, editar as fotos na câmera, recarregar baterias, transferir imagens dos cartões de memória para um HD… O resultado disso tudo é que, de sexta passada para cá, eu simplesmente desmaiei ao chegar no quarto. Tentarei evitar que isso volte a acontecer daqui por diante.

Dito isso, deixe-me tirar o atraso recapitulando o dia 4 da viagem – talvez o mais legal de todos até agora. Foi nesse dia que eu finalmente conheci o António Bello, com quem vinha trocando e-mails havia semanas. Ele integra a equipe da ARPT Centro de Portugal. Funciona como uma espécie de anjo da guarda, abrindo portas e pavimentando caminhos para o meu trabalho. Pois bem: uma das portas abertas (e que porta!) foi a da Biblioteca Joanina na Universidade de Coimbra. Graças ao António e à Catarina Freire, guia e intérprete na UC, tive acesso irrestrito a todos os espaços da biblioteca. E mais: meia dúzia de livros sobre o Brasil, com alguns séculos de idade, foram tirados do cofre forte da instituição especialmente para que eu pudesse vê-los de perto e, na medida do possível, fotografá-los. Uma honra, algo que jamais vou esquecer.

Deixo o restante para contar quando estiver de volta ao Brasil. Tem muita história boa – e muita foto bacana – para ser publicada aqui.

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