MAIS NA MODA DO QUE NUNCA

Dizem os espanhóis da Magazine Spain que Sintra “está mais na moda do que nunca”. E justificam essa afirmação como suposto interesse da cantora Madonna na compra de uma quinta por lá. “A fixação da artista americana pela cidade, situada a apenas 30 quilômetros de Lisboa, não causa estranheza, já que Sintra é um lugar único”, escreve a revista. “A mescla de estilos arquitetônicos, a paleta de cores que irradia, sua tranquilidade e os súbitos nevoeiros fazem desse destino um dos mais místicos e românticos de Portugal”. Para ler a reportagem na íntegra (em espanhol), clique aqui.

Palácio da Pena, Sintra

Palácio da Pena, Sintra

Palácio da Pena, Sintra

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout

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CASA DE MATEUS

Se você já tomou um vinho rosé chamado Mateus, ou pelo menos o viu na prateleira de algum supermercado, talvez reconheça o palácio desta foto. Afinal, há décadas ele estampa o rótulo do tal rosé, que já foi um dos … Continuar lendo

PRESS TRIP 2015 – DIA 18 – ALENTEJO

Sexta-feira, 9 de outubro. Dia de ir embora de Évora, depois de nove maravilhosos dias usando a cidade como base. Meu próximo destino seria Campo Maior, trampolim para a cidade-quartel de Elvas e suas fortificações. Viagem curta, cerca de 100 … Continuar lendo

CASTELO IMAGINÁRIO

CASTELO IMAGINÁRIO

Estou doido para levar minha filha, de apenas três anos, a Sintra. Sempre considerei a vila um destino de sonho para crianças, mesmo antes de me tornar pai. O lugar é tranquilo, repleto de palácios, quintas e jardins incrivelmente lúdicos. Fico … Continuar lendo

O PAISAGISMO DAS VINHAS

Para cobrir de vinhas as encostas do Douro, o homem teve de suar. Precisou esculpir socalcos, armar patamares, plantar uma imensidão de videiras. Verdadeiro trabalho de Hércules, executado ao longo de séculos por gerações e gerações.

Hoje, são três as principais técnicas de armação do terreno utilizadas no Douro. Os textos a seguir, extraídos do site da Taylor´s, resumem bem cada uma delas.

Socalcos tradicionais   As vinhas mais antigas são plantadas em socalcos tradicionais suportados por muros de pedra. Estes muros foram construídos à mão nas íngremes encostas e depois preenchidos com terra trazida da margem do rio ou quebrando o leito da rocha. (…) Classificados como Património Mundial, os socalcos formam uma das mais dramáticas e inspiradoras paisagens vínicas do mundo. No final do século 20, o custo de construção destes muros era já proibitivo, não sendo construídos nos dias de hoje.

Socalcos: sustentados por muros de pedra, eles formam um das mais dramáticas paisagens vínicas do mundo

Socalcos: suportados por muros de pedra, eles formam um das mais dramáticas paisagens vínicas

Patamares   São modernos socalcos cortados nas encostas através do uso de equipamentos de terraplanagem. Não são suportados por muro, mas separados por taludes altos em terra. Observados a certa distância ou desde o ar, assemelham-se a gigantescas linhas de contorno. Esta técnica de armação do terreno das vinhas generalizou-se na década de 1980, quando uma grande área das vinhas do Douro foi redesenhada – inclusive alguns dos mortórios, isto é, socalcos que jamais tinham sido replantados após a praga de filoxera da década de 1870.

Patamares: não são suportados por muro, mas separados por taludes altos em terra

Patamares: não são suportados por muros de pedra, mas separados por taludes altos em terra

Plantação vertical   Nas zonas onde a inclinação o permite, os terraços podem ser substituídos por linhas verticais de vinhas que se elevam perpendicularmente na encosta. Esta é uma técnica que tem sido aperfeiçoada nos últimos anos e que é conhecida como vinha ao alto. Os avanços nas técnicas antierosão e de drenagem têm permitido que um número crescente de vinhas seja plantado desta forma. Atualmente, a vinha ao alto é a técnica adotada pela Taylor’s em encostas com inclinações até 30%. A vinha ao alto tem várias vantagens, incluindo uma melhor exposição da folhagem da videira.

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Plantação vertical: linhas que se elevam perpendicularmente em encostas com até 30 graus de inclinação

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

QUINTA DE ERVAMOIRA

Ervamoira, a primeira quinta vinhateira do Douro a receber o título de patrimônio mundial, em 1998. A propriedade da Ramos Pinto fica dentro do Parque Arqueológico do Vale do Côa, bem em frente ao sítio conhecido como Penascosa, do outro lado do rio.

Dá para acreditar que um lugar tão bonito esteve à beira de ser riscado do mapa? Sua morte chegou a ser anunciada: Ervamoira desapareceria sob as águas do lago que ali se formaria por causa da construção de uma barragem. Com a descoberta das gravuras rupestres, a obra foi interrompida – para nunca mais ser retomada. Sorte minha, que já estive lá e pretendo voltar em breve. Sorte sua, que também já foi ou ainda vai. Sorte da humanidade.

A propriedade da Ramos Pinto fica bem em frente ao sítio arqueológico de Penascosa

A propriedade da Casa Ramos Pinto fica bem em frente ao sítio de Penascosa, do outro lado do Côa

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

QUINTA NOVA

Volto ao Pinhão só para dar uma dica: bem mais legal que comprar vinhos e azeites na simpática lojinha da estação ferroviária é ir direto à fonte – a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, distante apenas 5 quilômetros da vila. A propriedade é linda. Proporciona belas vistas sobre o Rio Douro. E tem um restaurante muito bom. Quando estive lá, em outubro de 2012, combinei meu almoço com uma prova de vinhos. As harmonizações foram determinadas pelo chef. Tomei um branco (Grainha) com a entrada, dois tintos (Colheita e Reserva) com os pratos seguintes e um porto (Clã) com a sobremesa. Nos intervalos, chazinho de folha de videira para zerar minhas papilas gustativas. Recomendo.

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, a apenas 5 km da vila de Pinhão

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, distante apenas 5 km da vila de Pinhão

A propriedade tem 85 hectares de vinhedos que se estendem por 1,5 km na margem direita do Douro

São 85 hectares de vinhedos que se estendem por 1,5 km na margem direita do Douro

Boa parte dos legumes e das verduras servidos no restaurante são cultivados na própria quinta

As verduras e os legumes servidos no restaurante são cultivados na própria quinta

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

CASTAS DO DOURO

Diz o site da Taylor´s – uma das grandes produtoras de vinho do porto – que o Douro é uma das regiões mais ricas do mundo em castas autóctones, com centenas de variedades únicas. Entre as tintas, destacam-se pelo menos 7 castas: Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca, Touriga Nacional, Sousão e Tinta Amarela (Trincadeira). Já entre as brancas, os destaques são Gouveio, Malvasia Fina, Moscatel, Rabigato e Viosinho.

A parreira da imagem fica na Quinta de Vargellas, uma propriedade da Taylor´s no Douro Superior. Era outono quando fiz essa foto, dia 13 de outubro de 2012. Perceba como as folhas estão avermelhadas. Toda a região fica especialmente linda nessa época do ano.

Não sei dizer qual é a casta. Parei para clicar esses cachos de uva quando já estava indo embora. Não encontrei ninguém no caminho, dali até o portão de saída, que pudesse me informar. Eu estava com um pouco de pressa, tinha de cumprir mais uma pauta em seguida. Acabei não voltando até a sede da quinta para perguntar. Uma lástima, fico devendo essa informação. Mas só por enquanto. Ainda vou achar um especialista que bata o olho na foto e me diga qual é a variedade em questão.

Folhas tingidas de vermelho pelo ourono na Quinta de Vargellas, Douro Superior

Folhas tingidas de vermelho pelo outono em Vargellas, propriedade da Taylor´s no Douro Superior

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

CIMA CORGO

Pinhão, essa vilazinha de 600 e poucos habitantes, é o coração do Alto Douro vinhateiro. Ela fica bem no meio do Cima Corgo, o pedaço mais nobre da região demarcada. O que se vê circulando por suas estradinhas é uma quantidade assombrosa de vinhedos. Todas as principais marcas de vinho do porto e de mesa têm propriedades por lá.

Ponte sobre o Rio Douro na entrada de Pinhão, uma vila com menos de 700 habitantes

Ponte sobre o Rio Douro na entrada de Pinhão, uma vila com menos de 700 habitantes

Os socalcos típicos do Cima Corgo, que corresponde a 35% de toda a Região Demarcada do Douro

Os socalcos típicos do Cima Corgo, que corresponde a 35% de toda a Região Demarcada do Douro

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados