Cap 5 – ALCOBAÇA

Estas são as 10 fotos do Mosteiro de Alcobaça de que mais gosto, clicadas em duas visitas: 2009 e 2014. Entrariam todas no livro que pretendo publicar, sobre os patrimônios mundiais portugueses e suas conexões com a história do Brasil. … Continuar lendo

Cap 3 – SINTRA (PALÁCIO NACIONAL)

Sigo compartilhando com os amigos a edição das imagens que estarão no livro Portugal – Patrimônios da Humanidade. A ideia, como a maior parte dos seguidores deste blog já deve saber, é que a obra não apenas conte a história dos … Continuar lendo

ONDE NASCEU O PRIMEIRO REI

Ele é pequeno se comparado a outras fortalezas medievais que você provavelmente conhece. Mas sua relevância, pelo menos para os portugueses, é inversamente proporcional às suas dimensões. As muralhas do Castelo de Guimarães deram abrigo à corte de D. Afonso … Continuar lendo

FÁBULAS DO MONDEGO

No post anterior, escrevi sobre a suposta origem romana e medieval do nome Mondego, o rio que atravessa a cidade de Coimbra. Mas não tratei de uma lenda luso-mourisca que também pode explicá-lo. Segundo essa narrativa, a palavra seria derivada … Continuar lendo

HERÓI DA RESISTÊNCIA

Aqui vão mais duas fotos do Forte de Santa Luzia, em Elvas, integrante do conjunto de fortificações declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO em 2012. Segundo os livros de história, esta fortaleza resistiu bravamente ao cerco inimigo durante a Guerra … Continuar lendo

TAL QUAL UM VIGILANTE

Cá estamos de novo no Forte de Santa Luzia, em Elvas, Alto Alentejo. Trata-se de uma fortaleza parruda, encarapitada, tal qual um vigilante, em uma colina que se eleva defronte à parte sul da praça-forte da cidade. Não é tão grande quanto … Continuar lendo

ARCOS DE GIRALDO

Esses são os arcos de Giraldo, uma das praças mais legais que eu conheço – ainda que ela nunca apareça nos rankings que as revistas de turismo publicam de vem em quando. Todos, absolutamente todos os caminhos de Évora convergem para este lugar. E dizem que sempre foi assim, desde a fundação da cidade, no início da década de 1570.

Évora

Arcos da Praça do Giraldo, em Évora

A fonte barroca de Giraldo: oito bicas, cada qual associada a uma rua

Fonte barroca de Giraldo

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

FORTALEZA MEDIEVAL

Duas, três horas no máximo. Esse foi todo o tempo que eu tive para fotografar Castelo Mendo. Uma lástima. Se pudesse, passaria dois, três dias inteiros zanzando pela aldeia. Reconheço que há um pouco de exagero nisso. Para o viajante que não seja assim, tão escravo de uma câmera quanto eu, uma day trip – ou meia – talvez já resolva bem a questão. O lugar é bem pequeno, tem mais ou menos 120 habitantes. Em meia hora, dá-se uma volta completa.

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O povoado de Castelo Mendo: vestígios de ocupação desde a Idade do Bronze

Casa típica da aldeia: vi mais gatos do que gente na minha visita

Casa típica da aldeia: vi mais gatos do que gente na minha visita

No site Aldeias Históricas de Portugal, consta o seguinte sobre Castelo Mendo:

“Concelho de fundação medieval, com foral concedido em 1229 por D. Sancho II, Castelo Mendo virá a perder esse estatuto de centro urbano com a reforma administrativa liberal de 1855. Apesar de o local ter conhecido ocupação desde a Idade do Bronze e mostrar vestígios da presença romana, a estrutura fortificada e o modelo urbanístico caracterizadores de Castelo Mendo são uma criação medieval concebida para enfrentar as necessidades impostas pela Reconquista Cristã nos séculos 12 e 13: promover o repovoamento dos territórios muçulmanos anexados ao reino português e sustentar as disputas territoriais fronteiriças com os reinos cristãos de Leão e Castela na região de Ribacôa.

A partir do século 14, estabilizada a fronteira com o Tratado de Alcanizes, em 1297, Castelo Mendo continuará a integrar a rede de fortificações que defendem a raia beirã. Este sistema defensivo medieval só perde a sua eficácia militar com o século 17, período que vê surgir as fortificações modernas.

Por exigência de domínio territorial e de defesa da população aqui estabelecida, o povoado estrutura-se em função dos dispositivos militares. Dois núcleos amuralhados, de épocas construtivas diferentes, configuram Castelo Mendo. No cimo do cabeço rochoso, dominando a paisagem envolvente, situa-se o castelo com dois recintos distintos. O aglomerado civil desenhado em torno da Igreja de Nossa Senhora do Castelo dividido pelo pólo exclusivamente militar, localizado a Este, no ponto mais elevado, onde antes se erguia a torre de menagem.

Com o crescimento da povoação, o primitivo núcleo, supõe-se que mandado edificar por D. Sancho I ou D. Sancho II, é aumentado com nova cerca no reinado de D. Dinis (fim do século 13). Pela encosta se estendeu a vila, nela se organizando a vida da população abraçada pelos muros.”

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Igreja de Nossa Senhora do Castelo: românica, provavelmente construída em 1229

A igreja em ruínas: restauro prevê a criação de um museu

A igreja em ruínas: restauro prevê a criação de um museu

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados