Cap 6 – CONVENTO DE CRISTO (CHAROLA E MURALHA)

Estas são 14 das 26 fotos do Convento de Cristo de que mais gosto, clicadas em duas visitas a Tomar, 2009 e 2014. Preciso reduzi-las a um conjunto de, no máximo, cinco imagens. Quais você escolheria? De novo, peço ajuda … Continuar lendo

A LISTA

Sabe quais são os lugares de Portugal que podem virar patrimônio da humanidade em breve? A lista indicativa do país ao título concedido pela UNESCO foi definida há quase um ano, em maio de 2016, e é composta de 22 bens. … Continuar lendo

SÉCULOS DE HISTÓRIA

Publico hoje 10 fotos inéditas do Mosteiro de Alcobaça, todas produzidas durante minha mais recente visita ao monumento, em 2014, quando lá estive com o apoio da ARPT Centro de Portugal. Junto com as imagens, um pouco mais de história, … Continuar lendo

QUASE COMO NOVA

Passados mais de 500 anos desde a conclusão da sua obra original, em 1510, a Igreja de São Francisco, em Évora, está praticamente como nova graças a uma minuciosa restauração. O trabalho, iniciado em junho de 2014 e terminado 15 … Continuar lendo

A MAIOR DIOCESE DO MUNDO

Sabia que a Sé do Funchal já foi o mais poderoso templo católico do mundo? Isso mesmo, você leu direitinho: a catedral das fotos aqui publicadas, que nem parece tão especial assim quando vista de fora, foi, durante 22 anos, … Continuar lendo

PANTEÃO RÉGIO

A Capela do Fundador, no Mosteiro da Batalha: glória ao rei D. João I e à rainha D. Filipa

A Capela do Fundador, no Mosteiro da Batalha: glória ao rei D. João I e à rainha D. Filipa

O túmulo do casal real: maior arca gótica quatrocentista em Portugal

O túmulo do casal real: maior arca gótica quatrocentista em Portugal

A abóbada estrelada da capela: arquitetura ousada

A abóbada estrelada da capela: arquitetura ousada

Três imagens da Capela do Fundador, um dos ambientes mais fascinantes do Mosteiro da Batalha. O website do monumento informa o seguinte sobre esse lugar:

“Encostada à direita da fachada principal, ergue-se a Capela do Fundador. Não estando prevista no plano inicial do mosteiro, deve-se à decisão de D. João I fazer um panteão familiar, tendo cabido a mestre Huguet a responsabilidade do seu planeamento e construção, concluída por volta de 1433/34. É um espaço cheio de significado histórico e artístico. Com ele surge, pela primeira vez em Portugal, um local próprio exclusivamente destinado a panteão régio. São importantes as suas propostas, arquitetónicas e escultóricas. De planta quadrangular, transmuta-se ao centro num octógono coberto com uma complexa abóbada estrelada que se transforma em autêntico dossel glorificador do rei D. João I e da rainha D. Filipa de Lencastre, inumados em grandiosa arca tumular.

Sobre a tampa desta que é a maior arca gótica quatrocentista em Portugal estão esculpidos os jacentes emparelhados do casal régio, mão dada, cobertos por baldaquinos com os seus escudos de armas; no rebordo, por entre ramos e folhas, as suas divisas Y me plet e por bem; nas face, duas longas inscrições em latim resumem os seus méritos e ações; na cabeceira, a cruz da Ordem da Jarreteira (que D. João recebeu) com a inscrição hinny soit qui mal y pense.”

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

UMA VISITA AO MACHADO DE CASTRO, COIMBRA

A Última Ceia de Hodart esmiuçada pelo programa Visita Guiada, da RTP2. Quem explica a importância da obra e discorre sobre a vida do misterioso escultor é a diretora do Museu Nacional de Machado de Castro, Ana Alcoforado. São 30 minutos de excelente bate-papo entre ela e a apresentadora, Paula Moura Pinheiro. Minha sugestão: assista ao episódio agora e torne a vê-lo antes de visitar o museu. Sua experiência será outra, bem mais profunda e prazerosa

A ÚLTIMA CEIA DE HODART

O Museu Nacional de Machado de Castro, em seu site oficial, refere-se à Última Ceia de Filipe Hodart como uma das mais impressionantes obras de escultura do Renascimento europeu. “Hodart retratou figuras populares, identificadas na época com personagens conhecidas no quotidiano do Mosteiro de Sta Cruz, para o qual a obra foi executada. Eram mendigos ou trabalhadores das obras que aí decorriam.”

São Pedro, um dos únicos três apóstolos identificados; os outros dois são judas e São João

São Pedro, um dos únicos três apóstolos identificados: os outros dois são judas e São João

As figuras são realistas: inspiradas em mendigos e trabalhadores

As figuras são realistas: inspiradas em mendigos

“As figuras estão dotadas de um realismo e uma violência de expressões surpreendentes: barbas encrespadas, boca entreaberta, dentes à mostra, troncos delgados, pés grandes e um pouco desproporcionados, roupagens agitadas, com um sopro de paixão e dramatismo. Todo o conjunto explode de vivacidade, revelando uma das personalidades mais impetuosas do renascimento português.”

Um dos apóstolos não identificados: vivacidade e dramatismo

Um dos apóstolos não identificados: vivacidade e dramatismo

A mesma figura

A mesma figura

“As figuras apresentam-se sentadas, quase completas, embora mutiladas, apresentando algumas delas só já o tronco e a cabeça ou mesmo só a cabeça. A originalidade e a importância do conjunto residem particularmente no tratamento formal concedido às figuras, um trabalho claramente precoce no tempo, uma vez que anuncia elementos maneiristas e participa de alguns princípios do Barroco, nomeadamente em relação à expressividade e dinamismo que apresentam.”

Outro apóstolo desconhecido: trabalho precoce no tempo

Outro apóstolo desconhecido: trabalho precoce no tempo

Mais um ilustre desconhecido: expressividade e dinamismo

Mais um ilustre desconhecido: expressividade e dinamismo

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

APÓSTOLO DESCONHECIDO

APÓSTOLO DESCONHECIDO

Peço licença aos leitores, de novo, para dar uma escapadinha do tema central deste blog. Motivo: o Museu Nacional de Machado de Castro, embora esteja colado à Universidade de Coimbra, não é patrimônio da humanidade. Mas deveria ser. E eu … Continuar lendo