LUGAR DE MEMÓRIA

LUGAR DE MEMÓRIA

Mosteiro da Batalha, patrimônio mundial desde 1983. A Comissão Nacional da UNESCO em Portugal descreve assim o monumento: “Para a manutenção da independência do reino português, a vitória dos exércitos de D. João I sobre as tropas de Castela, teve um … Continuar lendo

A CAPELA DO FUNDADOR

Eis a Capela do Fundador, um dos lugares mais bonitos – e fúnebres – do Mosteiro da Batalha. O túmulo duplo que aparece em destaque é do rei D. João I, primeiro monarca da Dinastia de Avis, e da rainha Filipa de Lencastre. Mas eles não são os únicos integrantes da monarquia portuguesa sepultados aqui. Nos arcos das paredes ao redor estão quatro de seus filhos (D. Pedro, D. Henrique, D. João e D. Fernando), um neto (D. Afonso V), um bisneto (D. João II) e um trineto (D. Afonso). De todas essas nobres figuras, sou particularmente fascinado por duas: D. Henrique, também conhecido como O Navegador, e D. Fernando, o Infante Santo. Um dia ainda conto a história deles aqui.

O túmulo do rei D. João O, primeiro monarca da Dinastia de Avis, e da rainha Filipa de Lencastre

O túmulo do rei D. João I, primeiro monarca da Dinastia de Avis, e da rainha Filipa de Lencastre

D. João esteve na lendária Batalha de Aljubarrota, travada contra o Reino de Castela em 1385

D. João esteve na lendária Batalha de Aljubarrota, travada contra o Reino de Castela em 1385

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

SANTO GUERREIRO

Quem aparece montado e empunhando sua espada bem em frente ao Mosteiro da Batalha é um santo: São Nuno de Santa Maria. Foi ele quem, no dia 14 de agosto de 1385, liderou o exército português contra os castelhanos na Batalha de Aljubarrota. Sua vitória assegurou a independência de Portugal frente ao Reino de Castela e criou as condições necessárias para a legitimação da Dinastia de Avis, iniciada por D. João I. Em agradecimento aos serviços prestados, o rei concedeu-lhe títulos. E muitas, muitas terras. Nuno Álvares Pereira, que àquela altura nem sonhava virar santo, tornou-se senhor de quase a metade do território português. O fiel servidor de D. João é citado nada menos que 14 vezes por Camões no poema épico Os Lusíadas. Foi canonizado pelo papa Bento XVI em 2009.

A estátua do comandante Nuno Álvares Pereira, que virou santo em 2009

A estátua do comandante Nuno Álvares Pereira, que virou santo em 2009

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados