TORRE DE MONCORVO

Em tese, eu não deveria ter ido a Torre de Moncorvo quando passei dias seguidos explorando a Região Demarcada do Douro, em 2012. Afinal, a vila não está na área declarada patrimônio da humanidade. Ora, se o nome deste projeto … Continuar lendo

UMA SIMPÁTICA VILA ALENTEJANA

Duas fotos de Arraiolos que permaneciam inéditas, apesar de terem sido clicadas há mais de dois anos, em outubro de 2015, quando estive em Portugal com apoio do Turismo do Alentejo. Arraiolos é um lugar pacato, muito pacato. Os visitantes chegam … Continuar lendo

A PORTA FÉRREA DE COIMBRA

Esta galeria contém 5 imagens.

É por aqui que a gente entra, em grandessíssimo estilo, no Paço das Escolas, o lugar mais emblemático de Coimbra. Justamente por isso, trata-se de uma porta espetacular, carregada de símbolos que remetem à universidade. Mas tem um detalhe: as fotos … Continuar lendo

Cap 3 – SINTRA (PALÁCIO NACIONAL)

Sigo compartilhando com os amigos a edição das imagens que estarão no livro Portugal – Patrimônios da Humanidade. A ideia, como a maior parte dos seguidores deste blog já deve saber, é que a obra não apenas conte a história dos … Continuar lendo

SÉCULOS DE HISTÓRIA

Publico hoje 10 fotos inéditas do Mosteiro de Alcobaça, todas produzidas durante minha mais recente visita ao monumento, em 2014, quando lá estive com o apoio da ARPT Centro de Portugal. Junto com as imagens, um pouco mais de história, … Continuar lendo

A TORRE-LANTERNA DA SÉ

Zimbório. Segundo o Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, “cobertura ou parte da cobertura de um edifício, de forma geralmente hemisférica, frequentemente dotada de abertura no ápice e lanternim; cúpula, domo (apresenta, por vezes, base poligonal, raramente elíptica, e perfil apontado e/ou bulboso)”. … Continuar lendo

MONSARAZ

Esta pequena vila alentejana, cuja população não chega aos 800 habitantes, é seguramente um dos lugares mais incríveis nos quais já estive em toda a minha vida. Minha passagem por lá, em outubro passado, foi breve, mas suficiente para que … Continuar lendo

CASTELO DE ARRAIOLOS

Puxe pela memória e responda: quantos castelos redondos você conhece? Pois é, são raríssimos no mundo os casos de castelos construídos com planta circular. O de Arraiolos, no Alentejo, é um desses poucos exemplos. Estive lá em outubro do ano … Continuar lendo

UMA SÁBIA – E VELHA – SENHORA

A Via Latina, na fachada principal da Universidade de Coimbra: construída durante o reinado de D. João V (1706-50)

Universidade de Coimbra: 750 anos celebrados no passado mês de março

Universidade de Coimbra acaba de completar 725 anos. Sua história começa precisamente no dia 1º de março de 1290, quando o rei D. Dinis assina em Leiria o documento intitulado Scientiae thesaurus mirabilis. Com aquela canetada, criou-se o Estudo Geral – uma espécie de embrião da UC, que reuniu em Lisboa apenas quatro faculdades: Artes, Direito Canônico, Direito Civil e Medicina. A instituição só foi transferida para Coimbra em 1308. E ficou pulando entre as duas cidades até 1537, quando se estabeleceu em definitivo sobre a margem direita do Mondego.

Um pouco mais de perto: lá no alto, as armas nacionais, e a Sapiência acima delas

Lá no alto, as armas nacionais e a Sapiência acima delas

“Inicialmente confinada ao Palácio Real, a universidade espraiou-se por Coimbra, modificando-lhe a paisagem, tornando-a na cidade universitária, alargada com a criação do Pólo II, dedicado às engenharias e tecnologias, e de um terceiro pólo, devotado às ciências da vida”, explica o website da UC. “Estudar aqui é dar continuidade à história da matriz intelectual do país, que formou as mais destacadas personalidades da cultura, da ciência e da política nacional.”

Coimbra

Mais de perto ainda: para clicar essa escadaria assim, sem ninguém, só madrugando

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

FORTALEZA MEDIEVAL

Duas, três horas no máximo. Esse foi todo o tempo que eu tive para fotografar Castelo Mendo. Uma lástima. Se pudesse, passaria dois, três dias inteiros zanzando pela aldeia. Reconheço que há um pouco de exagero nisso. Para o viajante que não seja assim, tão escravo de uma câmera quanto eu, uma day trip – ou meia – talvez já resolva bem a questão. O lugar é bem pequeno, tem mais ou menos 120 habitantes. Em meia hora, dá-se uma volta completa.

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O povoado de Castelo Mendo: vestígios de ocupação desde a Idade do Bronze

Casa típica da aldeia: vi mais gatos do que gente na minha visita

Casa típica da aldeia: vi mais gatos do que gente na minha visita

No site Aldeias Históricas de Portugal, consta o seguinte sobre Castelo Mendo:

“Concelho de fundação medieval, com foral concedido em 1229 por D. Sancho II, Castelo Mendo virá a perder esse estatuto de centro urbano com a reforma administrativa liberal de 1855. Apesar de o local ter conhecido ocupação desde a Idade do Bronze e mostrar vestígios da presença romana, a estrutura fortificada e o modelo urbanístico caracterizadores de Castelo Mendo são uma criação medieval concebida para enfrentar as necessidades impostas pela Reconquista Cristã nos séculos 12 e 13: promover o repovoamento dos territórios muçulmanos anexados ao reino português e sustentar as disputas territoriais fronteiriças com os reinos cristãos de Leão e Castela na região de Ribacôa.

A partir do século 14, estabilizada a fronteira com o Tratado de Alcanizes, em 1297, Castelo Mendo continuará a integrar a rede de fortificações que defendem a raia beirã. Este sistema defensivo medieval só perde a sua eficácia militar com o século 17, período que vê surgir as fortificações modernas.

Por exigência de domínio territorial e de defesa da população aqui estabelecida, o povoado estrutura-se em função dos dispositivos militares. Dois núcleos amuralhados, de épocas construtivas diferentes, configuram Castelo Mendo. No cimo do cabeço rochoso, dominando a paisagem envolvente, situa-se o castelo com dois recintos distintos. O aglomerado civil desenhado em torno da Igreja de Nossa Senhora do Castelo dividido pelo pólo exclusivamente militar, localizado a Este, no ponto mais elevado, onde antes se erguia a torre de menagem.

Com o crescimento da povoação, o primitivo núcleo, supõe-se que mandado edificar por D. Sancho I ou D. Sancho II, é aumentado com nova cerca no reinado de D. Dinis (fim do século 13). Pela encosta se estendeu a vila, nela se organizando a vida da população abraçada pelos muros.”

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Igreja de Nossa Senhora do Castelo: românica, provavelmente construída em 1229

A igreja em ruínas: restauro prevê a criação de um museu

A igreja em ruínas: restauro prevê a criação de um museu

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados