CENTRO HISTÓRICO DE GUIMARÃES

No website da Comissão Nacional da Unesco em Portugal, a gente lê assim sobre o Centro Histórico de Guimarães: “Nesta terra teria nascido em 1109, segundo a lenda, o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, numa altura em que … Continuar lendo

DOC DOURO

Você provavelmente sabe: o Alto Douro, na região Norte de Portugal, só é patrimônio da humanidade por causa do vinho, ou melhor, da cultura das vinhas. Antigamente, quase tudo que se produzia de uva no Douro virava vinho do porto. … Continuar lendo

PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS

Quem circula entre a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, necessariamente passa diante do Padrão dos Descobrimentos, um dos monumentos mais imponentes da cidade. Cartão-postal, lugar de visita obrigatória. Primeiro, pela real imponência do padrão. Ele … Continuar lendo

UCANHA

Adoro esta foto, nem sei por que eu ainda não a tinha publicado aqui no blog. Mas posso explicar direitinho o motivo que me faz gostar tanto dela: essa imagem pertence a um conjunto que me traz as melhores recordações. … Continuar lendo

UMA VISITA AO MACHADO DE CASTRO, COIMBRA

A Última Ceia de Hodart esmiuçada pelo programa Visita Guiada, da RTP2. Quem explica a importância da obra e discorre sobre a vida do misterioso escultor é a diretora do Museu Nacional de Machado de Castro, Ana Alcoforado. São 30 minutos de excelente bate-papo entre ela e a apresentadora, Paula Moura Pinheiro. Minha sugestão: assista ao episódio agora e torne a vê-lo antes de visitar o museu. Sua experiência será outra, bem mais profunda e prazerosa

A ÚLTIMA CEIA DE HODART

O Museu Nacional de Machado de Castro, em seu site oficial, refere-se à Última Ceia de Filipe Hodart como uma das mais impressionantes obras de escultura do Renascimento europeu. “Hodart retratou figuras populares, identificadas na época com personagens conhecidas no quotidiano do Mosteiro de Sta Cruz, para o qual a obra foi executada. Eram mendigos ou trabalhadores das obras que aí decorriam.”

São Pedro, um dos únicos três apóstolos identificados; os outros dois são judas e São João

São Pedro, um dos únicos três apóstolos identificados: os outros dois são judas e São João

As figuras são realistas: inspiradas em mendigos e trabalhadores

As figuras são realistas: inspiradas em mendigos

“As figuras estão dotadas de um realismo e uma violência de expressões surpreendentes: barbas encrespadas, boca entreaberta, dentes à mostra, troncos delgados, pés grandes e um pouco desproporcionados, roupagens agitadas, com um sopro de paixão e dramatismo. Todo o conjunto explode de vivacidade, revelando uma das personalidades mais impetuosas do renascimento português.”

Um dos apóstolos não identificados: vivacidade e dramatismo

Um dos apóstolos não identificados: vivacidade e dramatismo

A mesma figura

A mesma figura

“As figuras apresentam-se sentadas, quase completas, embora mutiladas, apresentando algumas delas só já o tronco e a cabeça ou mesmo só a cabeça. A originalidade e a importância do conjunto residem particularmente no tratamento formal concedido às figuras, um trabalho claramente precoce no tempo, uma vez que anuncia elementos maneiristas e participa de alguns princípios do Barroco, nomeadamente em relação à expressividade e dinamismo que apresentam.”

Outro apóstolo desconhecido: trabalho precoce no tempo

Outro apóstolo desconhecido: trabalho precoce no tempo

Mais um ilustre desconhecido: expressividade e dinamismo

Mais um ilustre desconhecido: expressividade e dinamismo

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados