UMA LOUCURA DE COZINHA

Sabe o que é essa estrutura enorme que se ergue até o teto, sustentada por oito robustas colunas de ferro? Uma chaminé. Sim, pois estamos na cozinha do Mosteiro de Alcobaça. Pelo tamanho de tudo nesse ambiente, dá para imaginar que não eram poucas as bocas que precisavam ser alimentadas. Diz uma lenda que o mosteiro foi habitado por 999 monges – cabendo ao rei o número 1.000. A maioria dos historiadores acredita, no entanto, que os monges nunca passaram de 500.

Ao entrar na cozinha vindo do Claustro de D. Diniz, o visitante encontra uma placa com as seguintes informações: “Construída no século 18, no lugar do antigo calefactório, a cozinha nova foi dotada de um tanque de água corrente, integrado no sistema hidráulico do mosteiro, que recebe a água da Levadinha, um braço do Rio Alcoa artificialmente construído para servir o edifício. A imponente chaminé assenta sobre oito colunas de ferro fundido, uma inovação construtiva para a época.” Foi a primeira utilização do ferro na construção civil em Portugal.

A cozinha de Alcobaça: para matar a fome de 500 monges

A cozinha de Alcobaça: para matar a fome de 500 monges

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

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