Cap 7 – UNIVERSIDADE DE COIMBRA

Minhas melhores fotos da Universidade de Coimbra. São 16 no total, todas pré-selecionadas para o livro que pretendo publicar, sobre os patrimônios mundiais portugueses e suas conexões com a história do Brasil. Quem quiser palpitar, apontando 3 ou 4 imagens … Continuar lendo

VAI QUERER SABER MAIS?

Um passeio pela Biblioteca Joanina, em Coimbra, conduzido por Paula Moura Pinheiro, apresentadora do programa Visita Guiada, da RTP2. “A mais suntuosa biblioteca universitária que se conhece no mundo, obra-prima do Barroco Europeu.”

BIBLIOTECA JOANINA

Sabe o Barroco Brasileiro, de Olinda, Salvador e Ouro Preto? Dos mestres Ataíde e Aleijadinho? É tudo cria do Barroco Português, que tem na Biblioteca Joanina, em Coimbra, um dos seus ícones. Ela leva esse nome porque foi construída a mando do rei D. João V, o Magnânimo (1706-1750). Está entre as mais espetaculares bibliotecas da Europa.

“Construída de modo a exaltar o monarca e a riqueza do império, nomeadamente da provinda do Brasil, esta biblioteca é, para além de uma esplendorosa combinação de materiais exóticos, um verdadeiro cofre forte de livros”, diz a Universidade de Coimbra em seu site. “Concebida como um paralelepípedo disposto em altura para vencer a diferença de cota, encostado à cabeceira da Capela, abre para o pátio o piso principal correspondente às salas nobres, a que se acede por um portal monumental, como um arco de triunfo, ladeado de colunas jónicas e dominado por um magnífico escudo real.”

A biblioteca vista de fora, do Paço das Escolas: portal monumental, como um arco do triunfo

A biblioteca vista de fora, do Paço das Escolas: portal monumental, como um arco do triunfo

“No interior, aguarda o visitante uma sucessão de três salas comunicantes que, sabiamente, conduzem o olhar do visitante para o retrato do patrono, D. João V, da autoria do pintor saboiano Domenico Duprà.”

Retrato do patrono, D. João V: daí vem o nome Biblioteca Joanina

Retrato de D. João V: daí vem o nome Biblioteca Joanina

“O interior, realizado por Manuel da Silva ao longo de 40 meses, é integralmente revestido por estantes forradas a folha de ouro e decoradas com motivos chineses, que estabelecem uma interessante relação cromática com os fundos pintados a verde, vermelho e negro.”

A biblioteca foi onstruída de modo a exaltar o monarca e a riqueza do império: expoente do Barroco Português

A biblioteca foi construída de modo a exaltar a riqueza do império: expoente do Barroco

“Em contraste com o pavimento em pedra calcária cinzenta e branca ressaltam os coloridos tetos decorados com alegorias dedicadas ao triunfo da Universidade.”

Um dos tetos coloridos que adornam as três salas: decorados com alegorias dedicadas ao triunfo da universidade

Um dos tetos coloridos: decorados com alegorias dedicadas ao triunfo da universidade

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

UM PASSEIO COMPLETO PELA UC

Este é o vídeo oficial produzido para a candidatura da Universidade de Coimbra a patrimônio mundial. Um belo passeio não apenas pelos lugares mais importantes da instituição, mas também pela Alta da cidade e pela Rua da Sofia, igualmente tombadas pela Unesco em 2013.

Nos próximos posts, deixaremos Coimbra para trás e seguiremos para a região de Castelo Rodrigo, que foi minha base para a exploração das gravuras rupestres do Vale do Côa durante a press trip que o Turismo do Centro de Portugal organizou para mim no último mês de setembro. Mas voltarei a publicar imagens e textos sobre a universidade, a Alta e o espetacular Museu Nacional de Machado de Castro muito em breve.

PRESS TRIP 2014 – DIA 4

Peço desculpas pela ausência dos últimos dias. Minha rotina aqui em Portugal está bem puxada. Acordo por volta das 6h e fico na rua até as 20h, 20h30, quase sempre carregando até 3 kg de equipamento fotográfico nas costas. Quando finalmente volto para o hotel, ainda preciso jantar, checar e responder e-mails, saber como estão minha mulher e minha filha, editar as fotos na câmera, recarregar baterias, transferir imagens dos cartões de memória para um HD… O resultado disso tudo é que, de sexta passada para cá, eu simplesmente desmaiei ao chegar no quarto. Tentarei evitar que isso volte a acontecer daqui por diante.

Dito isso, deixe-me tirar o atraso recapitulando o dia 4 da viagem – talvez o mais legal de todos até agora. Foi nesse dia que eu finalmente conheci o António Bello, com quem vinha trocando e-mails havia semanas. Ele integra a equipe da ARPT Centro de Portugal. Funciona como uma espécie de anjo da guarda, abrindo portas e pavimentando caminhos para o meu trabalho. Pois bem: uma das portas abertas (e que porta!) foi a da Biblioteca Joanina na Universidade de Coimbra. Graças ao António e à Catarina Freire, guia e intérprete na UC, tive acesso irrestrito a todos os espaços da biblioteca. E mais: meia dúzia de livros sobre o Brasil, com alguns séculos de idade, foram tirados do cofre forte da instituição especialmente para que eu pudesse vê-los de perto e, na medida do possível, fotografá-los. Uma honra, algo que jamais vou esquecer.

Deixo o restante para contar quando estiver de volta ao Brasil. Tem muita história boa – e muita foto bacana – para ser publicada aqui.

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