MUSEU DE ALBERTO SAMPAIO

Não há visita completa a Guimarães, na região Norte de Portugal, sem uma passada, ainda que rápida, pelo Museu de Alberto Sampaio. Ele ocupa alguns edifícios anexos à Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, uma das principais atrações da cidade, … Continuar lendo

A TROCA DA GUARDA

Você sabia que, todo santo dia, acontece uma troca de guarda no Mosteiro da Batalha? Os militares portugueses que dela participam estão ali não para proteger o mosteiro, mas para vigiar um memorial específico: o Túmulo do Soldado Desconhecido, que … Continuar lendo

MONSARAZ

Esta pequena vila alentejana, cuja população não chega aos 800 habitantes, é seguramente um dos lugares mais incríveis nos quais já estive em toda a minha vida. Minha passagem por lá, em outubro passado, foi breve, mas suficiente para que … Continuar lendo

NOSSA SENHORA DA OLIVEIRA

Ela é um dos mais significativos exemplares de arquitetura gótica do norte de Portugal. E ajuda a fazer do Largo da Oliveira, em Guimarães, um dos lugares mais incríveis do país. A Igreja de Nossa Senhora da Oliveira foi mandada construir pelo rei D. João I, no fim do século 14, para honrar um voto feito à Virgem da Oliveira, pela vitória na Batalha de Aljubarrota.

Nossa Senhora da Oliveira, Guimarães: arquitetura gótica do norte de Portugal

Nossa Senhora da Oliveira, Guimarães: belo exemplar de arquitetura gótica do norte de Portugal

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

No website da Guimarães Turismo, lê-se o seguinte sobre a igreja:

“As origens da Insigne e Real Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira remontam ao mosteiro dedicado ao Salvador do Mundo, à Virgem de Santa Maria e aos Santos Apóstolos, fundado pela condessa Mumadona Dias, cerca de 950. A invocação de Nossa Senhora da Oliveira prevalece após 1342, com o reverdecimento de uma oliveira na praça fronteira.

A edificação atual evidencia as sucessivas remodelações e acrescentos, integrando elementos de diversas épocas – a reconstrução gótica impulsionada por D. João I; a torre da igreja de características manuelinas, concluída cerca de 1513-1515; a capela-mor, de arquitetura clássica, reedificada no século 17 por D. Pedro II; os estuques das capelas maior e colaterais são referências da reforma neoclássica iniciada em 1830; a última intervenção data do século 20 e pretendeu deixar à vista o granito das paredes e as colunas de origem medieval. A igreja é classificada como monumento nacional desde 1910.”

PADRÃO DO SALADO

PADRÃO DO SALADO

No coração do centro histórico de Guimarães, bem em frente à Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, figura um dos monumentos mais emblemáticos da cidade. Ali, todo mundo passa, muita gente tira foto, alguns se sentam para descansar. Mas poucos, pelo … Continuar lendo

RODEADA DE MURALHAS

Trancoso. Por aqui passaram romanos, bárbaros, árabes… Judeus, cristãos novos, templários… Hoje, seu maior orgulho talvez seja o castelo, autodenominado “um dos mais belos de Portugal”. O website da rede Aldeias Históricas conta assim a história:

“Sem dados concretos que permitam enunciar datas e formas de povoamento, parece ser de fácil aceitabilidade o facto de Trancoso ter sido, provavelmente, um lugar fortificado na época castreja, dadas as suas características geomorfológicas. Ocupada pelos povos romanos, a vila possui ainda inegáveis vestígios de estradas e pontes, tendo sido, a partir do século 4, invadida por povos bárbaros que contribuíram para o início da construção de uma estrutura urbana da fortificação e da zona habitada.

Trancoso constituiu, devido a sua posição estratégica, um dos pontos avançados da reconquista cristã para sul. Ocupada pelos árabes desde 983, foi reconquistada por Fernando, o Magno, em 1059, e por D. Afonso Henriques em 1160, que prometeu edificar o Mosteiro de São João de Tarouca como preito da vitória e lhe atribui foral. As sucessivas investidas dos mouros arruinaram-na, pelo que D. Sancho I a mandou repovoar, concedendo-lhe um foral que foi confirmado por D. Afonso II em 1217, e em 1391 por D. João I.” (…)

O castelo medieval de Trancoso: doado à Ordem do Tempo em 1185

O castelo medieval de Trancoso: doado pelo Condado Portucalense à Ordem do Templo em 1185

“Foi sobretudo após da definição das fronteiras entre Portugal e Castela que a praça-forte se tornou vital, propiciando estruturação e crescimento de aglomerado. D. Dinis mandou construir as muralhas com cerca de um quilômetro de perímetro, fundou a feira franca e concedeu privilégios especiais à povoação, que foi integrada no dote da rainha, tendo celebrado na vila de Trancoso seu casamento, em 1282, com a princesa D. Isabel de Aragão. (…)

A história de Trancoso anda profundamente ligada à de Portugal. Situada próximo da fronteira, a terra assistiu a diversas lutas e acontecimentos marcantes. Foi em Trancoso que se deu a célebre Batalha de São Marcos, na qual foram desbaratados os castelhanos e preparada a grande Batalha de Aljubarrota. O desfecho do combate contribuiu notavelmente para a consolidação da autoridade do Mestre de Aviz e subsequente triunfo da causa portuguesa nele personificada.” (…)

A ‘velhinha, nobre e sempre noiva’ vila de Trancoso encontra-se ainda hoje rodeada de muralhas da época dinisiana, com um belo castelo também medieval a coroar esse majestoso conjunto fortificado. Construído sobre um hipotético castro pré-romano, esse castelo pertencia, em 960, a D. Chamoa Rodrigues, tendo passado em 1097 para o Condado Portucalense.

Em 1185, o castelo é doado à Ordem do Templo, restaurado nos séculos 7 e 14 e acrescentado no século 16, sendo constituído por uma cerca de muralhas com cinco torres, onde se abrem quatro portas de aceso à vila que fechavam com sistema de guilhotina (Porta de El-Rei, do Prado, de São João e dos Carvalhos) e por uma torre de menagem que se situa na cidadela. (…) Este castelo constituía um dos vértices do triângulo principal do sistema defensivo da Beira, constituindo os outros dois pontos, os castelos de Celorico e da Guarda.”

O centro histórico da vila: testemunhas de muitos acontecimentos marcantes

O centro histórico da vila: testemunha de muitos acontecimentos marcantes

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

A CAPELA DO FUNDADOR

Eis a Capela do Fundador, um dos lugares mais bonitos – e fúnebres – do Mosteiro da Batalha. O túmulo duplo que aparece em destaque é do rei D. João I, primeiro monarca da Dinastia de Avis, e da rainha Filipa de Lencastre. Mas eles não são os únicos integrantes da monarquia portuguesa sepultados aqui. Nos arcos das paredes ao redor estão quatro de seus filhos (D. Pedro, D. Henrique, D. João e D. Fernando), um neto (D. Afonso V), um bisneto (D. João II) e um trineto (D. Afonso). De todas essas nobres figuras, sou particularmente fascinado por duas: D. Henrique, também conhecido como O Navegador, e D. Fernando, o Infante Santo. Um dia ainda conto a história deles aqui.

O túmulo do rei D. João O, primeiro monarca da Dinastia de Avis, e da rainha Filipa de Lencastre

O túmulo do rei D. João I, primeiro monarca da Dinastia de Avis, e da rainha Filipa de Lencastre

D. João esteve na lendária Batalha de Aljubarrota, travada contra o Reino de Castela em 1385

D. João esteve na lendária Batalha de Aljubarrota, travada contra o Reino de Castela em 1385

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

PROMESSA À VIRGEM MARIA

PROMESSA À VIRGEM MARIA

Declarado patrimônio mundial em 1983, o Mosteiro da Batalha é o terceiro monumento histórico mais visitado de Portugal – só fica atrás do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, ambos em Lisboa. O lugar é fantástico, merecedor de, … Continuar lendo

SANTO GUERREIRO

Quem aparece montado e empunhando sua espada bem em frente ao Mosteiro da Batalha é um santo: São Nuno de Santa Maria. Foi ele quem, no dia 14 de agosto de 1385, liderou o exército português contra os castelhanos na Batalha de Aljubarrota. Sua vitória assegurou a independência de Portugal frente ao Reino de Castela e criou as condições necessárias para a legitimação da Dinastia de Avis, iniciada por D. João I. Em agradecimento aos serviços prestados, o rei concedeu-lhe títulos. E muitas, muitas terras. Nuno Álvares Pereira, que àquela altura nem sonhava virar santo, tornou-se senhor de quase a metade do território português. O fiel servidor de D. João é citado nada menos que 14 vezes por Camões no poema épico Os Lusíadas. Foi canonizado pelo papa Bento XVI em 2009.

A estátua do comandante Nuno Álvares Pereira, que virou santo em 2009

A estátua do comandante Nuno Álvares Pereira, que virou santo em 2009

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

MOSTEIRO DA BATALHA

MOSTEIRO DA BATALHA

Declarado patrimônio da humanidade em 1983, o Mosteiro da Batalha – ou Convento de Santa Maria da Vitória – é uma das jóias arquitetônicas portuguesas. Quem ordenou sua construção foi o rei D. João I, como agradecimento ao triunfo dos … Continuar lendo