MUSEU DO CÔA

Novidade no Museu do Côa: desde o início de abril, os visitantes têm a sua disposição o serviço de áudio-guia, cujos conteúdos, segundo a direção do museu, foram “inteiramente validade pela equipa de investigação da Fundação Côa Parque”. Legal, né? … Continuar lendo

PENASCOSA À NOITE

Cheguei ao sítio de Penascosa, no Parque Arqueológico do Côa, por volta das 19h30. Ainda era dia, mas a noite não demoraria a chegar. Faltavam uns 30, talvez 40 minutos. Aproveitei essa “folga” para fazer algumas fotos na beira do rio. Como se percebe na primeira imagem deste post, em Penascosa o Côa forma um vale bem aberto. Do lado de cá, na margem direira, há quase 30 rochas com gravuras. Do lado de lá, são mais de 60. A datação da maioria remete ao período mais antigo da arte rupestre naquela região: o Paleolítico Superior.

Rio Côa na altura do sítio arqueológico de Penascosa: quase 30 rochas com gravuras de um lado e mais de 60 do outro

Rio Côa na altura de Penascosa: quase 30 rochas com gravuras paleolíticas de um lado e mais de 60 do outro

Assim que começou a escurecer, juntei minha tralha e segui para as rochas. Ou melhor, fui direto à Rocha 3, na qual se observa um conjunto de animais sobrepostos, principalmente cabras e auroques. Para o arqueólogo António Martinho Baptista, diretor do parque, há uma clara associação simbólica entre as duas espécies – cujo significado, provavelmente, jamais sairá do campo das hipóteses. “Quem analisa a temática do Côa, a maneira de elaborar as figuras, verifica que todas elas são extremamente bem calibradas em termos estéticos”, diz o arqueólogo (aqui). “Tinham de ser [os autores] artistas de corpo inteiro. Daí serem chamados de verdadeiros iniciados na arte da gravura.”

Rocha 3: vários animais, principalmente cabras e auroques

Rocha 3: vários animais, principalmente cabras e auroques

Da Rocha 3 passei à 5. Depois, à Rocha 6. E foi só. Voltei para Castelo Rodrigo, onde estava hospedado, meio que entorpecido. A escuridão, o céu absurdamente estrelado, as gravuras destacadas pelo jogo de luz e sombra… Uma noite para nunca mais ser esquecida.

Rocha 6, na qual estão gravados dois cavalos e dois machos de cabra-montês

Rocha 6, na qual estão gravados dois cavalos e dois machos de cabra-montês

Detalhe da Rocha 5: outro macho de cabra-montês, uma das espécies mais comuns do Côa paleolítico

Detalhe da Rocha 5: outro macho de cabra-montês, uma das espécies mais comuns do Côa paleolítico

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

UMA CABRA DE 10 MIL ANOS… OU MAIS!

UMA CABRA DE 10 MIL ANOS… OU MAIS!

Esta é a Rocha 5B, no sítio arqueológico de Penascosa, Vale do Côa. Percebe o desenho de uma cabra gravado no xisto? Ele foi feito há 10 mil anos ou mais. É arte paleolítica – ou pré-histórica, se preferir assim. Segundo … Continuar lendo

QUINTA DE ERVAMOIRA

Ervamoira, a primeira quinta vinhateira do Douro a receber o título de patrimônio mundial, em 1998. A propriedade da Ramos Pinto fica dentro do Parque Arqueológico do Vale do Côa, bem em frente ao sítio conhecido como Penascosa, do outro lado do rio.

Dá para acreditar que um lugar tão bonito esteve à beira de ser riscado do mapa? Sua morte chegou a ser anunciada: Ervamoira desapareceria sob as águas do lago que ali se formaria por causa da construção de uma barragem. Com a descoberta das gravuras rupestres, a obra foi interrompida – para nunca mais ser retomada. Sorte minha, que já estive lá e pretendo voltar em breve. Sorte sua, que também já foi ou ainda vai. Sorte da humanidade.

A propriedade da Ramos Pinto fica bem em frente ao sítio arqueológico de Penascosa

A propriedade da Casa Ramos Pinto fica bem em frente ao sítio de Penascosa, do outro lado do Côa

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

PENASCOSA

Documentário bacana sobre a arte pré-histórica do Vale do Côa, produzido e exibido pela RTP2. O mais legal são as explicações do arqueólogo António Martinho Baptista para algumas das principais gravuras de Penascosa – o “coração” do conjunto declarado patrimônio mundial pela Unesco.

PENASCOSA, VALE DO CÔA

PENASCOSA, VALE DO CÔA

Rocha 6 do sítio arqueológico de Penascosa, no Vale do Côa. Essas gravuras – dois cavalos e dois cabritos-monteses – são do Paleolítico Superior. Foram feitas há pelo menos 10 mil anos. E fazem parte de um dos mais importantes conjuntos … Continuar lendo