PURO DOURO

Favaios, no Alto Douro Vinhateiro, em 10 fotos inéditas aqui no blog. Todas clicadas em 2012. No website Douro, lê-se assim sobre o lugar: “Favaios é uma aldeia pacata pulsante de História, no coração do Douro. Localizada na Serra de … Continuar lendo

DOC DOURO

Você provavelmente sabe: o Alto Douro, na região Norte de Portugal, só é patrimônio da humanidade por causa do vinho, ou melhor, da cultura das vinhas. Antigamente, quase tudo que se produzia de uva no Douro virava vinho do porto. … Continuar lendo

QUINTA DOS MALVEDOS

Na margem norte do Douro, junto à foz do Rio Tua, esparramam-se os vinhedos de uma das mais espetaculares quintas da região demarcada. Trata-se de Malvedos, pertencente à Graham´s – cujos vinhos do porto, em especial os vintage, são verdadeiras obras de arte.

Quinta dos Malvedos: produtora de vinhos de porto que são verdadeiras obras de arte

Quinta dos Malvedos: produtora de vinhos de porto que são verdadeiras obras de arte

A Quinta dos Malvedos foi adquirida pela família Graham em 1890. Teve de ser vendida algum tempo depois, devido a problemas financeiros, mas acabou sendo recomprada em 1970. As vinhas cobrem quase 70% dos 108 hectares da propriedade. Nos socalcos murados mais antigos, elas têm, em média, 45 anos de idade.

Os painéis de azulejo na entrada da quinta lembram os visitantes...

Os painéis de azulejo na entrada da quinta lembram os visitantes…

Douro

…de que a família Graham está no Douro desde o século 19

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

A seguir, dois vídeos amadores, mas bem bacanas, feitos pela blogger da Graham´s em Malvedos no ano de 2011, poucas semanas antes da vindima (a colheita das uvas). A primeira parte passeia pelo setor sul da propriedade. A segunda, pelo norte. Ambas estão em inglês.

Só para constar: a safra 2011 foi uma das melhores de todos os tempos não apenas no Douro, mas em todo o país.

CONEXÃO DOURO-SP

Este é o Alto Douro Vinhateiro, um lugar bucólico, sossegado – patrimônio da humanidade desde 2001.

Coração do Alto Douro Vinhateiro: patrimônio mundial da Unesco desde 2001

Vale do Douro, norte de Portugal

E esta é São Paulo, uma megalópole, a maior cidade brasileira – terceira mais populosa do mundo, com 20 milhões de habitantes.

A cidade de São Paulo: maior do Brasil e terceira mais populosa do mundo, com 20 milhões de habitantes

São Paulo, Brasil

Qual relação poderia existir entre dois lugares tão nada a ver um com o outro? Várias. A começar pela mais óbvia: São Paulo foi fundada por um duriense, o padre Manuel da Nóbrega.

Nascido em Sanfins do Douro, no dia 18 de outubro de 1517, Nóbrega era filho de desembargador e sobrinho de chanceler-mor. Estudou nas universidades de Salamanca e Coimbra, bacharelando-se em direito canônico e filosofia. Aos 27 anos, resolveu seguir carreira religiosa. Já na condição de sacerdote, foi nomeado chefe da primeira missão jesuítica portuguesa à América. Liderou a catequização dos indígenas com determinação quase militar, um verdadeiro general a serviço da Companhia de Jesus. Fundou a vila de São Paulo em 1554. Antes, em 1549, já tinha ajudado a fundar Salvador. Depois, em 1565, participou também da fundação do Rio de Janeiro. “Foi o primeiro estadista luso-brasileiro, símbolo imortal do gênio missionário lusíada”, lê-se hoje no monumento erigido em sua homenagem na pacata Sanfins.

Aldeia de Tralhariz, Douro: perto daqui nasceu o fundador da megalópole paulistana

Aldeia de Tralhariz, Douro

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

Aqui, um pouco mais sobre a vida e a obra do padre Manuel da Nóbrega.

 

VALE DE MENDIZ

VALE DE MENDIZ

Esse lugarzinho lindo, sobranceiro ao Rio Pinhão, é o povoado de Vale de Mendiz, no Alto Douro. As inquirições gerais de 1220, sob o reinado de D. Afonso II, referem-se a ela como Valem Menendo Dias, então um povoado sob posse administrativa … Continuar lendo

MAR DE VINHEDOS

A Quinta de Ervamoira, no Douro Superior, vista de três pontos distintos: de longe, desde o Miradouro de São Gabriel, em Castelo Melhor; mais de perto, da estrada que leva ao sítio arqueológico de Penascosa; e bem de pertinho, ou melhor, lá … Continuar lendo

O PAISAGISMO DAS VINHAS

Para cobrir de vinhas as encostas do Douro, o homem teve de suar. Precisou esculpir socalcos, armar patamares, plantar uma imensidão de videiras. Verdadeiro trabalho de Hércules, executado ao longo de séculos por gerações e gerações.

Hoje, são três as principais técnicas de armação do terreno utilizadas no Douro. Os textos a seguir, extraídos do site da Taylor´s, resumem bem cada uma delas.

Socalcos tradicionais   As vinhas mais antigas são plantadas em socalcos tradicionais suportados por muros de pedra. Estes muros foram construídos à mão nas íngremes encostas e depois preenchidos com terra trazida da margem do rio ou quebrando o leito da rocha. (…) Classificados como Património Mundial, os socalcos formam uma das mais dramáticas e inspiradoras paisagens vínicas do mundo. No final do século 20, o custo de construção destes muros era já proibitivo, não sendo construídos nos dias de hoje.

Socalcos: sustentados por muros de pedra, eles formam um das mais dramáticas paisagens vínicas do mundo

Socalcos: suportados por muros de pedra, eles formam um das mais dramáticas paisagens vínicas

Patamares   São modernos socalcos cortados nas encostas através do uso de equipamentos de terraplanagem. Não são suportados por muro, mas separados por taludes altos em terra. Observados a certa distância ou desde o ar, assemelham-se a gigantescas linhas de contorno. Esta técnica de armação do terreno das vinhas generalizou-se na década de 1980, quando uma grande área das vinhas do Douro foi redesenhada – inclusive alguns dos mortórios, isto é, socalcos que jamais tinham sido replantados após a praga de filoxera da década de 1870.

Patamares: não são suportados por muro, mas separados por taludes altos em terra

Patamares: não são suportados por muros de pedra, mas separados por taludes altos em terra

Plantação vertical   Nas zonas onde a inclinação o permite, os terraços podem ser substituídos por linhas verticais de vinhas que se elevam perpendicularmente na encosta. Esta é uma técnica que tem sido aperfeiçoada nos últimos anos e que é conhecida como vinha ao alto. Os avanços nas técnicas antierosão e de drenagem têm permitido que um número crescente de vinhas seja plantado desta forma. Atualmente, a vinha ao alto é a técnica adotada pela Taylor’s em encostas com inclinações até 30%. A vinha ao alto tem várias vantagens, incluindo uma melhor exposição da folhagem da videira.

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Plantação vertical: linhas que se elevam perpendicularmente em encostas com até 30 graus de inclinação

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados