REAL COLEGIADA

As origens da Insigne e Real Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, segundo o website Visit Portugal, remontam ao mosteiro dedicado ao Salvador do Mundo, à Virgem Santa Maria e aos Santos Apóstolos, fundado no mesmo local pela condessa Mumadona Dias no ano 949. Quase nada sobrou da construção original – cuja iconografia, presume-se, era tipicamente beneditina. Ao longos dos mais de mil anos desde então, a igreja passou por inúmeras reformas. Reproduzo a seguir trechos de um documento que trata do assunto, intitulado Guimarães – Apontamentos para a sua História e assinado pelo padre António José Ferreira Caldas.

Fachada principal da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira

A Colegiada propriamente dita, honrada pelos sumos pontífices com notáveis prerrogativas, foi instalada sobre as relíquias do mosteiro de Mumadona por D. Afonso Henriques, provavelmente em 1139, depois da batalha que o coroara rei. O templo, que já havia sido reedificado no governo do conde D. Henrique, e no reinado de seu filho, permaneceu com poucas alterações, até ao tempo del-rei D. João I; o qual, julgando-se devedor à Virgem da sorte gloriosa das suas armas na memorial Batalha de Aljubarrota, o mandara restaurar nos anos de 1387; recomendando nesta obra uma sumptuosidade, em nada inferior ao seu Mosteiro da Batalha.

Fachada principal

Comemora esta sumptuosa restauração, digna do monarca, uma inscrição gravada em caracteres góticos numa pedra mármore, cravada na frente da igreja ao lado da porta principal; e que está traduzida noutra pedra de granito fino, em caracteres latinos. Estão sobrepostas uma à outra, e ambas coroadas pelo escudo das armas do restaurador, sustentado por dois anjos, na qual inscrição se lê o seguinte:

Escudo das armas do restaurador

“Era de 1425 anos, seis dias do mês de maio, foi começada esta obra por mandado del-rei D. João, dado pela graça de Deus a este reino de Portugal, filho do mui nobre rei D. Pedro de Portugal. – Este rei D. João houve batalha real com el-rei D. João de Castela, nos campos de Aljubarrota, e foi dela vencedor; e à honra da vitória, que lhe deu Santa Maria, mandou fazer esta obra.”

Inscrição que registra a obra de restauração, mandada executar pelo rei D. João I

Fotos: © Eduardo Lima / Walkabout

 

 

 

 

 

 

 

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