OUTROS TEMPOS DO FORTE DA GRAÇA

Treze fotos do Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas, anteriores à sua restauração, ocorrida em 2015. Aproveito para reproduzir parte de uma reportagem assinada por Mariana Pereira e publicada pelo Diário de Notícias no dia 22 de novembro daquele ano, véspera da reabertura do forte à visitação.

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Em 1763 foram precisos quase “30 anos, seis mil homens, quatro mil animais e 120 mil moedas de ouro” para erguer o Forte de Nossa Senhora da Graça, em Elvas, recorda o historiador Rui Jesuíno. Em 2015, foram precisos quase 11 meses, 220 trabalhadores a tempo inteiro e 6,1 milhões de euros para o restaurar e reabilitar a tempo de, na próxima sexta-feira, dia 27, reabrir as suas portas ao público. E, ao que ali poderá então ser visitado, a UNESCO chama Património Mundial da Humanidade desde 2012. Ano em a Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações (entre elas os fortes da Graça e de Santa Luzia) obtiveram tal classificação.

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Concebido pelo Conde de Lippe (Friedrich Wilhelm Ernst Von Shaumburg-Lippe), um inglês convidado por Marquês de Pombal a reorganizar o exército português, o enorme forte foi primeiramente construído para proteger a cidade dos espanhóis que, durante a Guerra da Restauração (1641-1668) ali construíram uma fortificação no âmbito do cerco das Linhas de Elvas. A zona onde o forte viria a ser construído representava, por isso, um lugar através do qual a cidade poderia facilmente ser bombardeada.

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Financiada pelo imposto que Marquês de Pombal e o rei D. José I criaram – 4% sobre as mercadorias que entravam no porto de Lisboa, o mesmo que pagou a conclusão da Praça do Comércio, em Lisboa – a construção foi concluída em 1792 e inaugurada, então com o nome de Forte de Lippe, pela rainha D. Maria I.

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

O forte viria depois a ser prisão política a partir da guerra civil (1828-34), atravessando o período da implantação da República e o 25 de abril. Só no Verão Quente de 1975 deixaria de assumir essas funções e passaria apenas a prisão militar.

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Forte da Graça em 2012, antes de ser restaurado

Fotos: © Eduardo Lima / Walkabout

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