TORRE DE MONCORVO

Em tese, eu não deveria ter ido a Torre de Moncorvo quando passei dias seguidos explorando a Região Demarcada do Douro, em 2012. Afinal, a vila não está na área declarada patrimônio da humanidade. Ora, se o nome deste projeto e Portugal – Patrimônios da Humanidade, ir a Monconvo fazer o quê? Antes de sair de casa, porém, eu tinha visto umas fotos do lugar, e aquelas imagens não saíram mais da minha cabeça. Quando estava ali pertinho, zanzando entre quintas do Douro Superior e gravuras rupestres do Vale do Côa, foi impossível resistir. Dei um chapéu básico na minha pauta e fui clicar uma manhã inteira na vila (que não é duriense, mas transmontana, embora seja aqui que os rios Douro e Sabor se encontram). Pouco tempo, é verdade, mas o bastante para sentir aquele gosto doce de acertar em cheio com uma decisão. Achei Torre de Moncorvo um lugarzinho beeeeem especial. Vale, fácil, fácil, um dia inteiro de visita.

Igreja Matriz

Igreja Matriz

Igreja Matriz

No website Visit Portugal, lê assim sobre a vila:

“O nome desta localidade está associado a um nobre leonês, Mendo Curvus, senhor destas terras, que tendo participado na Reconquista Cristã da Península Ibérica, aqui mandou construir um castelo para sua residência e defesa do território. D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, confirmou os privilégios dados anteriormente aos habitantes e concedeu à povoação os forais de 1128 e de 1140.

Um século depois, Torre de Moncorvo ganhou nova importância quando foi elevada a vila por iniciativa do rei D. Dinis. Nesse mesmo reinado, reedificou-se o castelo e reforçaram-se as muralhas, confirmando o facto de constituir um ponto de defesa avançada da fronteira portuguesa durante a Idade Média.”

Douro

Centro histórico

Centro histórico

Centro histórico

Centro histórico

“No século 17, foi criada a Real Feitoria dos Linhos e Cânhamos, por iniciativa régia de D. João IV. Durante o século 18, o uso da seda desenvolveu-se e a cultura do bicho da seda veio substituir a do linho, dando continuidade à produção têxtil regional. Uma outra área de investimento foi a exploração mineira, que teve início em 1874 e se deve ao facto de aqui existir um dos maiores jazigos nacionais de ferro. O actual Museu do Ferro e da Região de Moncorvo lembra-nos como foi a evolução desta indústria e dá-nos mais informação sobre a história e costumes locais.”

Centro histórico

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout

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