UMA SIMPÁTICA VILA ALENTEJANA

Duas fotos de Arraiolos que permaneciam inéditas, apesar de terem sido clicadas há mais de dois anos, em outubro de 2015, quando estive em Portugal com apoio do Turismo do Alentejo. Arraiolos é um lugar pacato, muito pacato. Os visitantes chegam à vila atraídos principalmente pelo castelo e pelos famosos tapetes feitos à mão. Fora isso, não espere encontrar por aqui nada além de paz e tranquilidade. Adrenalina zero.

Exceção seja feita ao passado dia 15 de janeiro, quando Arraiolos foi sacudida por um terremoto de 4,9 pontos na escala Richter – o mais forte desde que as autoridades portuguesas começaram a monitorar tremores naquela região, em 1960. Segundo relatos publicados em alguns jornais, foi um pavor. “Horrível, muito forte”, disse Conceição Estrada, dona de um café, à agência de notícias Lusa. “Nunca tinha visto tanta gente aparecer de repente, foi tudo para a rua”.

Ninguém morreu, nem de susto. Também não houve registro de danos materiais significativos.

Arraiolos, cuja origem remonta ao século 2 a.C.

Antes que você pense em apagar Arraiolos do seu roteiro de viagem, é bom lembrá-lo de que sismos dessa magnitude não ocorrem com frequência, em canto nenhum do país. Ao contrário, são extremamente raros. Quando ocorrem, raramente provocam algum estrago. Vá por mim: a vila merece uma visita, nem que seja uma day trip a partir de Évora, por exemplo. Foi o que eu fiz! No website do Turismo de Portugal, lê-se assim sobre Arraiolos:

“Arraiolos é uma simpática vila alentejana, cuja fundação remonta ao século 2 a.C. O castelo medieval foi mandado construir por D. Dinis (1279-1325), tendo a povoação evoluído fora das muralhas. Do património artístico destaca-se ainda a Igreja do Salvador, do século 16, com belíssimas pinturas. O nome desta povoação é mundialmente conhecido graças aos famosos Tapetes de Arraiolos, aqui produzidos artesanalmente, sendo referidos já em documentos do século 16. O tipo de desenho utilizado é delimitado em três épocas: a primeira (século 18), com composições de influência dos tapetes persas, considerados dos melhores exemplares; a segunda (século 18), com desenhos de inspiração popular, como figuras ou animais; e a terceira (século 18/19), com composições menos densas e mais estilizadas”.

O castelo medieval, erguido por ordem de D. Dinis

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout

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