ALCOBAÇA À NOITE

Uma volta ao passado. Para ser mais exato, ao “longínquo” ano de 2009, quando fiz minha primeira viagem a Portugal. Hoje, quase uma década depois, posso dizer com absoluto discernimento que aqueles 15/20 dias passados entre oito patrimônios mundiais portugueses – Mosteiro de Alcobaça entre eles – mudaram minha vida. Apaixonei-me pelo país de tal modo que, não fosse o fato de ter uma filha pequena, já estaria vivendo por lá.

O Mosteiro de Alcobaça fotografado em fevereiro de 2009, por volta das 18h15

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout

O website do Turismo do Centro de Portugal resume assim a história e a importância deste monumento:

“Classificado Património da Humanidade pela UNESCO em 1989, o imponente mosteiro é um dos mais impressionantes e belos testemunhos da arquitectura de Cister em toda a Europa. Apesar dos seus quase 900 anos, conserva intacto o conjunto das dependências medievais e a sua igreja é a maior em estilo gótico primitivo construída em Portugal na Idade Média. Contemporâneo da fundação de Portugal, o Mosteiro é também um pouco da sua História. Fundado pelo seu primeiro rei, D. Afonso Henriques, nasceu da doação das terras de Alcobaça à Ordem de Cister por ter vencido os mouros na conquista de Santarém.

Em 1178, inicia-se a construção do mosteiro segundo o modelo da Abadia de Claraval, casa-mãe da Ordem em França. Os monges de hábito branco criaram na região uma obra de civilização ímpar, reflectida na escola pública que teve o seu início em 1269. As doações régias recebidas ao longo de diversos reinados vieram a constituir os Coutos de Alcobaça, vastos domínios territoriais que os monges povoaram, desenvolveram e onde instituíram uma escola de agricultura.

Na fachada, apenas o pórtico gótico é de origem. De cada lado, a leveza das estátuas de São Bento e de São Bernardo contrastam com o peso barroco do frontispício e das torres sineiras acrescentadas no século 18. Ao entrar, a grandiosa nave central, despojada de qualquer adorno, produz uma sensação de elevação e espiritualidade. Ao centro de cada braço do transepto podemos ver duas obras-primas da estatuária medieval, os túmulos de D. Pedro I (1357-67) e D. Inês, colocados frente a frente para que se possam reencontrar de novo no Dia da Ressurreição. Não deixe de visitar o impressionante conjunto de dependências medievais onde se destacam o Refeitório, o Dormitório e a Sala do Capítulo, assim como o Claustro de D. Dinis, a surpreendente Cozinha e a Sala dos Reis.”

MOSTEIRO DE ALCOBAÇA

Como chegar

Acede-se ao Mosteiro de Alcobaça por Auto-estrada: a partir de Lisboa ou Leiria – A8 até à indicação de saída para Alcobaça/Nazaré/Valado dos Frades, depois pela Estrada Nacional 8-5 em direcção a Alcobaça.

Em alternativa é possível também chegar a Alcobaça via A1 (saída de Leiria, para quem vem do Norte, e Aveiras, para quem vem do Sul) e/ou IC2.

Horários

  • Outubro a Março: das 09h às 18h (última entrada 17h30)
  • Abril a Setembro: das 09h às 19h (última entrada 18h30)
  • Fechado: 1º de janeiro, Domingo de Páscoa, 1º de maio, 20 de agosto e 25 de dezembro

Preços

  • Bilhete individual: 6 euros
  • Bilhete Património Mundial (Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça + Convento de Cristo + Mosteiro da Batalha): 15 euros, válido por sete dias
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