Cap 6 – CONVENTO DE CRISTO (CHAROLA E MURALHA)

Estas são 14 das 26 fotos do Convento de Cristo de que mais gosto, clicadas em duas visitas a Tomar, 2009 e 2014. Preciso reduzi-las a um conjunto de, no máximo, cinco imagens. Quais você escolheria? De novo, peço ajuda no trabalho de pré-edição para o livro que pretendo publicar, sobre os patrimônios mundiais portugueses e suas conexões com a história do Brasil. Deixe sua sugestão. Prometo que ela será levada em conta na hora da edição final.

As quatro primeiras imagens desta seleção colocam em destaque a charola, de longe sua maior atração do convento – na verdade, uma das maiores de Portugal. Sobre ela, o website do monumento informa o seguinte:

“A charola era o oratório privativo dos cavaleiros [templários], no interior da fortaleza. Sua tipologia é comum das igrejas bizantinas, a qual volta a integrar o românico com o movimento das Cruzadas. Nesta tipologia, o templo tem como base uma planta que se desenvolve em torno de um espaço central, o qual, na rotunda templária, tem a forma de um prisma octogonal, ou tambor, que se desdobra em 16 faces no paramento do deambulatório, encerrando, deste modo, a volumetria do edifício. Concluída em 1190, tinha a entrada virada a oriente. Foram as obras de D. Manuel I que a estabeleceram a sul, na nave com que ampliou a igreja, extramuros do castelo.”

Terreiro e charola, 2009

Charola, 2009

Terreiro e charola, 2014

Terreiro e charola, 2014

Ainda sobre a charola, do mesmo website:

“Já com o castelo sede dos Cavaleiros de Cristo, o Infante D. Henrique, governador e regedor da ordem de 1420 a 1460, irá fazer as primeiras alterações na rotunda templária para dotá-la dos requisitos espaciais com vista a aí se desenrolar as funções litúrgicas do ramo de frades contemplativos que ele, entretanto, introduzira na Milícia de Cristo. Para tal, ele vai abrir dois janelões no paramento dos dois tramos do deambulatório virados a poente, para depois aí instalar, pendorado na alvenaria, um coro em madeira. Ao mesmo tempo, faz abrir quatro capelas nas paredes do deambulatório orientadas a NE, NO, SE e SO. Nos restantes tramos, instala altares circundando o deambulatório.”

Charola, 2014

Charola, 2014

Charola, 2014

Coro alto, 2014

“Com a ampliação do espaço litúrgico por D. Manuel I, são removidos os madeiramentos do infante e os tramos dos janelões são definitivamente abatidos para dar lugar ao vão do arco triunfal que articula o espaço templário com a nave manuelina. A charola passará, então, a funcionar como capela-mor da nova igreja conventual. Será enriquecida com obra de arte sacra que incluiu escultura, pintura sobre madeira e sobre couro, pintura mural e estuques. Particularmente importante foi a descoberta, nos nossos dias, de pinturas manuelinas na abóbada do deambulatório, e que haviam sido recobertas de cal em época posterior ao terramoto de 1755, cujos efeitos se fizeram sentir no edifício. O seu restauro ocorreu entre 1987 e 2014.”

Igreja manuelina, portal sul, 2009

Igreja manuelina, portal sul, 2009

Igreja manuelina, portal sul, 2009

Igreja manuelina, portal sul, 2014

Sobre as muralhas, retratadas nas duas últimas imagens, lê-se assim na página oficial do convento:

Tomar nasce da doação do Castelo de Ceras e seu termo aos templários, por D. Afonso Henriques em 1159. O território era atravessado a sul pelo Rio Tomar, com um fértil vale limitado a poente por uma cadeia de colinas de relevo acentuado. Foi numa dessas colinas, sobranceira ao rio, que Mestre D. Gualdim Pais, fundou, em 1160, o castelo e vila de Tomar. O castelo era constituído por uma cintura de muralhas que rodeavam o cabeço. Duas cortinas de muralha dividiam-no interiormente em três recintos. Na parte sul da fortaleza, situava-se o recinto vila, onde hoje está o laranjal. A norte, na parte mais elevada da colina, foi estabelecida a casa militar dos templários, flanqueada a nascente pela casa do mestre, a alcáçova com a sua torre de menagem, e a poente pelo oratório dos cavaleiros, a charola. Separava estes dois recintos um terceiro, o vasto terreiro do castelo, hoje espaço ajardinado.”

Muralha e charola, 2014

Muralha, laranjal, charola e igreja, 2009

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

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