Cap 4 – BATALHA (CAPELA DO FUNDADOR E CAPELAS IMPERFEITAS)

Mais uma rodada de pré-edição das fotos do Mosteiro da Batalha, produzidas em duas viagens a Portugal: 2009 e 2014. Desse conjunto de 11 imagens, restarão apenas quatro, duas de cada ambiente. Quais você escolheria? Deixe um comentário com a sua sugestão.

1 – Mausoléu real (2014)

A Capela do Fundador é um lugar deslumbrante, daqueles que marcam a nossa memória para sempre. No Guião para Visita ao Mosteiro da Batalha, lê-se assim sobre ela:

“A Capela do Fundador é um espaço quadrado, com topo octogonal e 19,80 metros de lado, onde está presente o mausoléu real. Terá sido começada por volta de 1425 e concluída em 1434, ano em que lá foram sepultados D. João I e D. Filipa de Lencastre. (…) Na parte central, temos o túmulo conjugal do rei fundador e de D. Filipa, assente sobre oito leões. (…) O rei é apresentado com sua armadura de guerreiro e espada na mão. A rainha, com um manto, a bíblia numa mão e a outra a segurar a mão do marido (representando, por um lado, uma mãe extremosa e cristã e, por outro, uma esposa dedicada). (…) Trata-se de um túmulo que, ao contrário da tradição, não tem as faces povoadas de imagens de santos ou cenas bíblicas. Tem apenas, em latim, os epitáfios do rei e da rainha, referentes aos seus méritos e acções. À cabeceira do túmulo, sobre as cabeças dos soberanos, estão dois baldaquinos, com as armas reais, outrora policromadas, e a cruz da Ordem da Jarreteira com a inscrição honny soit qui mal y pense. Em toda a volta existe um friso ornamentado por estilizações de folhagem e onde se pode ler a divisa de D. João I Pour bien e a de sua esposa Il me plait.”

2 – Túmulo conjugal (2009)

3 – D. João e D. Filipa (2009)

4 – D. João e D. Filipa (2014)

5 – Epitáfio de D. João I

Não menos impactantes são as Capelas Imperfeitas, assim chamadas porque nunca foram concluídas. O Guião informa o seguinte:

“Se avançarmos mais um pouco, chegamos às Capelas Imperfeitas, um espaço ligado à parede da cabeceira da igreja por um pátio rectangular construído no período manuelino. D. Duarte terá ordenado a construção desta dependência, como panteão privativo para si, sua família e descendência. De forma octogonal, apresenta sete capelas radiantes, cada uma ligada entre si por uma construção mais pequena, de planta trapezoidal e que serviria de sacristia, onde eram guardados todos os paramentos e alfaias religiosas necessárias à celebração da Eucaristia, o oitavo lado é preenchido pelo deslumbrante portal manuelino que lhes dá acesso. Cada capela apresenta as armas e os símbolos daquele ou daqueles que iria acolher.

6 – Portal manuelino (2014)

“O portal manuelino é uma exuberante construção com cerca de 15 metros de alto por 7,5 de largura, construída no início do século 15 por Mateus Fernandes. Todo ele é composto por inúmeras arquivoltas trilobadas ou de carena. A decoração é composta, na sua grande maioria, por elementos vegetalistas, (ramos, hastes, troncos, folhas etc.) tão minuciosamente trabalhados que, para alguns historiadores, lembra a arte mudéjar, de influência árabe. O uso de grafismos, na Batalha, é uma constante, aparecendo, mais uma vez, neste portal, agora indicando a divisa de D. Duarte, leauté faray, tã ya serey. Esta inscrição aparece, repetidas vezes nas quatro primeiras arquivoltas do portal, sendo que a primeira parte aparece três vezes e a última, como remate, 204 vezes. Sobre o portal, ergue-se uma construção que se destaca deste conjunto, trata-se de uma varanda ou balcão – uma tentativa, no tempo de D. João III, de continuar e concluir a construção deste espaço. Esta varanda, tipicamente renascentista, e com características, estrutura e decoração de raiz italiana, é uma jóia da arquitectura clássica; da autoria de Miguel de Arruda, é datada de 1533.”

7 – Portal e varanda (2014)

8 – Portal manuelino (2014)

“D. Duarte, hoje, está sepultado na capela axial, de frente para o magnífico portal manuelino que dá acesso ao espaço central desta parte do edifício. A capela à direita da de D. Duarte seria para D. João II, uma vez que tem o seu símbolo e escudo de armas. (…) Para D. Afonso V, estaria reservada a do seu lado esquerdo (actualmente, com um túmulo, de pequenas dimensões, do seu filho primogénito, D. João). Nas outras duas restantes capelas estão túmulos que foram lá colocados, por altura dos restauros, uma vez que se encontravam na igreja do mosteiro, e que pertenciam, um, a pessoas da família dos Condes de Miranda, e o outro, não se sabe bem a quem uma vez que tem o escudo de armas picado.

9 – Capela axial (2014)

10 – D. Duarte e D. Leonor (2014)

11 – Vista do terraço (2014)

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

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