UMA CISTERNA À PROVA DE BOMBAS

Sua capacidade é de 2.300 metros cúbicos, ou 2,3 milhões de litros. Levando-se em conta que o consumo de água recomendado para adultos é de 2,5 litros diários, esse volume seria suficiente para matar a cede de 2.500 pessoas por um ano inteiro. O reservatório da cisterna militar de Elvas é tão grande que, como demonstram as fotos a seguir, mais parece uma catedral subterrânea.

Os 26 degraus que levam ao fundo do reservatório da cisterna mulitar, um dos lugares mais fascinantes de Elvas

Os 26 degraus que levam ao fundo da cisterna de Elvas

Uma planta da cisterna, projetada e executada pelo engenheiro francês Nicolau de Langres

Uma planta do reservatório, projetado pelo engenheiro francês Nicolau de Langres

O reservatório, com capacidade para 2,3 milhões de litros d´água, visto da escadaria

A cisterna vista por outro ângulo, da escadaria

A construção da cisterna teve início em 1650, época em que a cidade alentejana vivia ameaçada pelas tropas da vizinha Espanha. Àquela altura, os portugueses cogitaram colocar abaixo uma parte do monumental Aqueduto da Amoreira, o maior da Península Ibérica, para que fosse possível erguer muralhas e quartéis mais parrudos, capazes de resistir à investida inimiga qualquer que fosse sua intensidade. Diante dessa hipótese, surgiu a ideia de construir um depósito de água à prova de bombas, grande o bastante para abastecer toda a população de Elvas por vários meses.

O Aqueduto da Amoreira, cuja demolição parcial (nunca ocorrida) levou à construção da cisterna

O Aqueduto da Amoreira, cuja demolição (nunca ocorrida) levou à construção da cisterna

Quem ordenou sua construção foi o nobre Martim Afonso de Melo, 2º Conde de São Lourenço e alcaide-mor da cidade. Mas coube a um francês, o engenheiro militar Nicolau de Langres, o projeto e a execução da obra. Infelizmente, são raras as vezes em que a cisterna é aberta à visitação pública. Só consegui visitá-la graças à ajuda do amigo Jacinto Cesar (sempre ele!), que intercedeu junto às autoridades locais do turismo para que me fosse garantido esse privilégio. Mas não custa tentar, certo? Sugiro, portanto, que você procure o posto de turismo quanto estiver em visita à cidade. As coordenadas seguem abaixo.

A visão que se tem da cidade quando caminhamos sobre o reservatório

A visão que se tem da cidade quando caminhamos sobre o reservatório

Um dos respiros da cisterna, por onde entra a luz natural da terceira foto

Um dos respiros da cisterna, por onde entra a luz natural

Um detalhe da Faceira da Cisterna, rua que percorre toda a lateral do reservatório

Detalhe da Faceira da Cisterna, rua que corre ao do reservatório

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados


POSTO DE TURISMO DE ELVAS

Localização

  • Praça da República

Dias e horários

  • Segunda a sexta-feira: das 9h às 18h (outubro a março)
  • Segunda a sexta-feira: das 9h às 19h (abril a setembro)
  • Sábados e domingos: das 9h30 às 18h
  • Fechado nos dias 25/12, 01/01, 01/05 e no Domingo de Páscoa

Contatos

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Um pensamento sobre “UMA CISTERNA À PROVA DE BOMBAS

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