MONSARAZ

Esta pequena vila alentejana, cuja população não chega aos 800 habitantes, é seguramente um dos lugares mais incríveis nos quais já estive em toda a minha vida. Minha passagem por lá, em outubro passado, foi breve, mas suficiente para que eu me apaixonasse perdidamente.

A pequena vila de Monsaraz, cujos habitantes não chegam a 800

A pequena vila alentejana de Monsaraz, cujos habitantes não chegam a 800

O website oficial de Monsaraz define assim o lugarejo:

“A vila de Monsaraz, ainda hoje envolta pelas suas muralhas medievais, ergue-se sobre urna pedregosa escarpa dominadora de uma vasta região que inclui o Vale do Guadiana, situação privilegiada propícia a uma presença humana muito remota, embora não haja certeza acerca de uma ocupação castreja ou mesmo romana. A única certeza é a de que a povoação já existia no período de ocupação muçulmana, devendo datar de então as suas primeiras fortificações. Ocupada pelos cristãos depois da conquista de Évora, por Geraldo Sem-Pavor, seria posteriormente doada à Ordem dos Templários e, após a extinção desta, passaria para a posse da Ordem de Cristo, sucessora daquela em território nacional. Seu primeiro foral foi outorgado por D. Afonso III, em 1276, devendo-se também a este monarca, assim como ao seu filho D. Dinis, a reedificação do castelo e da sua cerca amuralhada.

Durante as guerras fernandinas, no ano de 1381, a vila foi saqueada por um contingente de archeiros comandados pelo Conde de Cambridge, parte integrante das imprevisíveis forças inglesas que tinham vindo auxiliar nosso monarca nas suas desastrosas campanhas. Quatro anos depois, foi ocupada por D. João de Castela, tendo sido resgatada, pouco antes da Batalha de Aljubarrota, por Nuno Álvares Pereira. O condestável viria a receber Monsaraz como benesse de D. João I, passando-lhe a caber, a si e aos seus descendentes, a faculdade de provimento da alcaidaria.

Pouco depois da proclamação de D. João IV, e em função das campanhas militares que se anteviam, a praça recebeu uma nova cintura abaluartada. Os trabalhos, inicialmente dirigidos por Nicolau de Langres e Jean Gillot e terminados pelos engenheiros portugueses Luís Serrão Pimentel, Diogo Osório e Francisco Osório, dotariam a vila de uma obra que, aproveitando a sua situação alcantilada, tornou-a quase inexpugnável, facto confirmado pelos assaltos falhados ocorridos durante as guerras da Restauração e da Sucessão de Espanha.”

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

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Um pensamento sobre “MONSARAZ

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