TORRE DOS CLÉRIGOS

TORRE DOS CLÉRIGOS

Barroca, projetada pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni, a Igreja dos Clérigos se destaca na paisagem urbana do Porto por causa da sua torre sineira, uma beldade com 75 metros de altura. A torre foi construída entre 1754 e 1763, por … Continuar lendo

13 SARDINHAS POR SEGUNDO

Pois é. Durante o mês de junho, período das festas dos santos populares, os portugueses comem, em média, 13 sardinhas por segundo. Com um detalhe: o consumo nunca foi tão baixo quanto é hoje. Não que as pessoas estejam enjoando do peixe, muito pelo contrário. O problema é que a população de sardinhas vem caindo ano a ano na costa portuguesa.

Sardinhas: elas estão sumindo misteriosamente das água portuguesas

Sardinhas: elas estão sumindo misteriosamente das águas portuguesas

Segundo o jornal Público, a pesca de sardinhas em Portugal caiu de 64 mil toneladas em 2010 para 32 mil em 2012, 28 mil em 2013 e apenas 16 mil em 2014. O motivo? Cientistas se esforçam para explicar, mas ainda não têm a menor ideia do que está acontecendo. “Ironicamente, o declínio coincide com um momento de certo júbilo”, escreve o jornalista Ricardo Garcia, “quando a pesca de cerco à sardinha em Portugal recebeu um selo internacional de actividade sustentável.”

Uma vendedora de peixes no tradicional Mercado do Bolhão, Porto

Uma vendedora de peixes no tradicional Mercado do Bolhão, Porto

Aí o leitor deste blog pergunta: “por que diabos o sujeito está escrevendo sobre sardinhas em um espaço dedicado a patrimônios da humanidade? Eh pá, não fiquei maluco, não. Este post, na verdade, é duplamente patrimônio mundial. Primeiro, porque a sardinha faz parte da dieta mediterrânea, declarada patrimônio imaterial da humanidade em 2013. Depois, porque estas fotos foram feitas no tradicional Mercado do Bolhão, centro histórico do Porto – classificado pela Unesco em 1996.

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

O ESPLENDOR DA AUSTERIDADE

Esta galeria contém 4 imagens.

Um pouco mais do livro que dá título a este post: “Uma das marcas mais originais de Cister tem que ver com os mosteiros característicos da Ordem, o que originou a designação de estilo cisterciense, ou da tendência homónima no … Continuar lendo

A ORDEM DE CISTER

Algum tempo atrás, vasculhando a internet atrás de informação confiável sobre o Mosteiro de Alcobaça, descobri um livro excelente sobre a Ordem de Cister. Trata-se de O Esplendor da Austeridade, obra organizada pelo historiador, jornalista e ensaísta José Eduardo Franco. Reproduzo a seguir 2 ou 3 parágrafos, extraídos de um artigo assinado por V.G. Teixeira.

“Portugal foi extremamente importante na história de Cister, tal como Cister foi relevante no processo de afirmação do Reino de Portugal como entidade política autónoma. Desde a (re)fundação cisterciense de Tarouca em 1144, depois de várias tentativas de fixação dos Monges Brancos em Portugal sob patrocínio e proteção de D. Afonso Henriques e da aristocracia portucalense, até à exclaustração de 1834, Cister foi uma das mais destacadas instituições religiosas da história nacional, moldando mentalidades, animando cultural e educacionalmente, arroteando terras, explorando, produzindo, como pioneiros de povoamento, entre outras realizações.”

Mosteiro de Alcobaça, o maior do Reino de Portugal e um dos maiores da Ordem de Cister

Mosteiro de Alcobaça, o maior do reino e um dos maiores da Ordem de Cister

“Os séculos 12 e 13 foram as centúrias do apogeu de Cister em Portugal, como em toda a cristandade, destacando-se a abadia de Alcobaça, a maior do reino e uma das maiores da Ordem. As comunidades cistercienses sofreram as mesmas vicissitudes que as das outras ordens religiosas a partir de Trezentos, com o declínio económico, espiritual e demográfico que provocou a reforma da Ordem no século 16, quando se instituiu a Congregação de Alcobaça.

A malha conventual foi renovada, em termos estruturais e de formação dos monges, assumindo a estética do Barroco de forma imponente no panorama monástico português. O património, material como imaterial, de Cister em Portugal é enorme, com um legado impressivo, mesmo depois da extinção de 1834.”

A abadia é um retrato da importância que os cisternienses tiveram na história de Portugal

A abadia é um retrato da importância que os cisternienses tiveram na história de Portugal

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

Aqui, uma reportagem da RTP2 sobre o livro.

CANDIDATOS PORTUGUESES A PATRIMÔNIO MUNDIAL

Dando sequência ao post anterior, reúno aqui a segunda metade dos candidatos portugueses a patrimônio mundial.

Azulejos tradicionais portuguesesem uma estação de trem abandonada na Linha do Douro

Azulejos tradicionais portugueses em uma estação de trem abandonada na Linha do Douro

Azulejo português – O azulejaria portuguesa nasceu no século 16, quando entraram em Portugal os azulejos hispano-mouriscos produzidos na Andaluzia. A candidatura será preparada pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) em parceria com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Comissão Nacional da UNESCO/Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Centro Histórico de Santarém – Candidatura antiga, foi lançada há quase 20 anos. Mas nunca avançou. Em 2013, uma nova proposta foi colocada em discussão: candidatar apenas a Igreja da Graça, onde se encontra o túmulo de Pedro Álvares Cabral, descobridor do Brasil.

Levadas da Madeira – São canais de irrigação típicos da Ilha da Madeira e de algumas outras ilhas da Macaronésia, como Cabo Verde e La Palma, nas Canárias. Se tudo correr como o planejado, vou fotografá-las no próximo mês de setembro, com apoio do Turismo da Madeira.

Ilhas Selvagens, Madeira – Elas constituem desde 1971 uma reserva natural, a primeira criada no país. Sua candidatura a patrimônio da humanidade começou a ser preparada em 2003, mas emperrou. Há quem considere que as Ilhas Selvagens não são significativas globalmente – inelegíveis, portanto, a patrimônio da humanidade. Mesmo assim, o projeto de candidatá-las provavelmente será retomado.

Palácio de Mafra – Na verdade, a ideia é candidatar não apenas o palácio, mas também o convento e a Tapada Nacional. A câmara municipal de Mafra lidera uma comissão criada para fazer o projeto avançar, da qual fazem parte três ministérios (Cultura, Defesa e Agricultura), o Patriarcado e o Turismo de Lisboa.

Valença do Minho – A candidatura da fortaleza da cidade a patrimônio mundial foi apresentada em 2011. A ponte rodoferroviária sobre o Minho, que liga Valença à cidade de Tui, na Galícia, também será integrada na candidatura.

A fortaleza de Valença e a ponte rodoferroviária sobre o Rio Minho

A fortaleza de Valença e a ponte rodoferroviária sobre o Rio Minho

Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina – Quem lidera a proposta de candidatura a patrimônio natural da humanidade é a câmara municipal de Odemira. O projeto envolve todos os municípios da área do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Marvão – A candidatura da vila começou a ser preparada em 1996. Em fevereiro de 2000, a proposta foi admitida. Mas a Unesco entendeu, três anos mais tarde, que não havia condições para avançar com o processo.

Pinhal de Leiria – Também chamada Pinhal do Rei ou Mata Nacional de Leiria, é uma floresta mandada plantar pelo rei D. Afonso III no século 13. Há uma comissão constituída para dar andamento à candidatura – justificável, na opinião dos proponentes, pela relevância histórica e natural do lugar.

Fisgas de Ermelo, Vila Real – A proposta de candidatura está sendo desenvolvida pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e pela câmara de Mondim de Basto. É possível que o projeto seja submetido à Comissão Nacional da Unesco, em Lisboa, até o fim do ano.

Castelo de Arnoia – A câmara de Celorico de Basto anunciou há poucos dias sua intenção de candidatar o castelo, já declarado monumento nacional, e a aldeia contígua.

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

CANDIDATOS PORTUGUESES A PATRIMÔNIO MUNDIAL

Portugal tem 16 patrimônios mundiais. Mas essa lista tende a crescer bastante nos próximos anos. Neste momento, há pelo menos 23 candidaturas sendo gestadas – algumas mais promissoras, outras menos, mas todas plenamente merecedoras do título. Neste post, reúno 12 delas.

Almeida, uma das 12 aldeias históricas do centro de Portugal

Almeida, uma das 12 aldeias históricas do centro de Portugal

Aldeias Históricas – São 12 no total: Almeida (foto), Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso. “Nossa ambição é que, dentro de cinco anos, a distinção seja atribuída ao conjunto dessas localidades”, declarou recentemente à imprensa o presidente da rede Aldeias Históricas de Portugal, António Dias Rocha.

São João do Porto – A candidatura a patrimônio imaterial da humanidade foi anunciada no mês passado pela câmara da cidade do Porto. Oficialmente, a festa é católica, em homenagem ao nascimento de São João Batista. Mas sua origem é pagã, está ligada à celebração do solstício de junho.

Mata do Buçaco – A câmara municipal da Mealhada e a Fundação Mata do Buçaco pleiteiam fundos europeus que permitam recuperar o patrimônio edificado (como o Convento de Santa Cruz e o conjunto monumental da Via Sacra) e reforçar a preservação da fauna e da flora, como preparação para a candidatura da mata a patrimônio da humanidade.

Centro Histórico de Viseu – Um grupo formado por arquitetos, historiadores e especialistas em patrimônio foi encarregado de preparar a candidatura de Viseu a patrimônio mundial. O documento que vai orientar a estratégia da autarquia local para a classificação da Unesco deve estar pronto até o próximo mês de outubro.

Mértola – A comissão científica encarregada de preparar a candidatura da vila se reuniu pela primeira vez no fim do ano passado. De acordo com o jornal Correio Alentejano, o projeto será apresentado à Unesco em 2016.

Centro Histórico de Lisboa e Tejo – A candidatura da Baixa Pombalina, dos bairros históricos e do próprio Rio Tejo será apresentada, segundo a câmara municipal de Lisboa, até o início de 2018. A intenção é que lhes seja concedida a chancela de paisagem urbana histórica, uma categoria criada recentemente pela Unesco.

Centro histórico de Lisboa e a Ponte 25 de Abril sobre o Tejo

Centro histórico de Lisboa e a Ponte 25 de Abril sobre o Tejo

Olaria Negra de Bisalhães – O ofício de oleiro está caminhando para o desaparecimento. É justamente por isso que a câmara de Vila Real decidiu candidatar a tradicional olaria negra de Bisalhães a patrimônio imaterial da humanidade. Apenas sete oleiros seguem trabalhando o barro na aldeia.

Arte de fazer chocalhos – A exemplo da olaria negra, a arte de fazer chocalhos (aqueles “sinos” colocados no pescoço dos animais de rebanho) também está em vias de extinção. Sua candidatura a patrimônio imaterial, apresentada no passado mês de março, já foi aceita pela Unesco.

Mosteiro de São Miguel de Refojos – Com a candidatura a patrimônio mundial, a câmara de Cabeceiras de Basto, no distrito de Braga, espera que o mosteiro do século 7 se transforme em uma espécie de “motor” do desenvolvimento turístico. São Miguel de Refojos é um dos 29 mosteiros beneditinos espalhados por Portugal, o único a ter um zimbório.

Conimbriga – A candidatura das ruínas romanas foi aprovada por unanimidade pela assembléia municipal de Condeixa-a-Nova em dezembro de 2013. Conimbriga é uma das mais relevantes povoações romanas do paós, já classificada como monumento nacional.

Tapetes de Arraiolos – O dossiê da candidatura dos tapetes de Arraiolos a patrimônio imaterial da humanidade já está pronto. “A confecção desses tapetes envolve uma história muito grande de passagem de conhecimento de mães para filhas, ao longo de gerações”, declarou recentemente à imprensa Sílvia Pinto, presidente da câmara de Arraiolos, no distrito de Évora. “É esse saber fazer que queremos valorizar.”

Furna do Enxofre e Algar do Carvão, Açores – A candidatura dos dois lugares nasceu em 1996. Quatro anos mais tarde, em 2000, parecia que ela ia decolar. Mas não decolou e parece ter perdido o fôlego desde então. A Furna do Enxofre fica na ilha Graciosa. O Algar do Carvão, na Terceira, perto de Angra do Heroísmo (que já tem a distinção da Unesco).

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

QUINTA DOS MALVEDOS

Na margem norte do Douro, junto à foz do Rio Tua, esparramam-se os vinhedos de uma das mais espetaculares quintas da região demarcada. Trata-se de Malvedos, pertencente à Graham´s – cujos vinhos do porto, em especial os vintage, são verdadeiras obras de arte.

Quinta dos Malvedos: produtora de vinhos de porto que são verdadeiras obras de arte

Quinta dos Malvedos: produtora de vinhos de porto que são verdadeiras obras de arte

A Quinta dos Malvedos foi adquirida pela família Graham em 1890. Teve de ser vendida algum tempo depois, devido a problemas financeiros, mas acabou sendo recomprada em 1970. As vinhas cobrem quase 70% dos 108 hectares da propriedade. Nos socalcos murados mais antigos, elas têm, em média, 45 anos de idade.

Os painéis de azulejo na entrada da quinta lembram os visitantes...

Os painéis de azulejo na entrada da quinta lembram os visitantes…

Douro

…de que a família Graham está no Douro desde o século 19

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

A seguir, dois vídeos amadores, mas bem bacanas, feitos pela blogger da Graham´s em Malvedos no ano de 2011, poucas semanas antes da vindima (a colheita das uvas). A primeira parte passeia pelo setor sul da propriedade. A segunda, pelo norte. Ambas estão em inglês.

Só para constar: a safra 2011 foi uma das melhores de todos os tempos não apenas no Douro, mas em todo o país.

CONEXÃO DOURO-SP

Este é o Alto Douro Vinhateiro, um lugar bucólico, sossegado – patrimônio da humanidade desde 2001.

Coração do Alto Douro Vinhateiro: patrimônio mundial da Unesco desde 2001

Vale do Douro, norte de Portugal

E esta é São Paulo, uma megalópole, a maior cidade brasileira – terceira mais populosa do mundo, com 20 milhões de habitantes.

A cidade de São Paulo: maior do Brasil e terceira mais populosa do mundo, com 20 milhões de habitantes

São Paulo, Brasil

Qual relação poderia existir entre dois lugares tão nada a ver um com o outro? Várias. A começar pela mais óbvia: São Paulo foi fundada por um duriense, o padre Manuel da Nóbrega.

Nascido em Sanfins do Douro, no dia 18 de outubro de 1517, Nóbrega era filho de desembargador e sobrinho de chanceler-mor. Estudou nas universidades de Salamanca e Coimbra, bacharelando-se em direito canônico e filosofia. Aos 27 anos, resolveu seguir carreira religiosa. Já na condição de sacerdote, foi nomeado chefe da primeira missão jesuítica portuguesa à América. Liderou a catequização dos indígenas com determinação quase militar, um verdadeiro general a serviço da Companhia de Jesus. Fundou a vila de São Paulo em 1554. Antes, em 1549, já tinha ajudado a fundar Salvador. Depois, em 1565, participou também da fundação do Rio de Janeiro. “Foi o primeiro estadista luso-brasileiro, símbolo imortal do gênio missionário lusíada”, lê-se hoje no monumento erigido em sua homenagem na pacata Sanfins.

Aldeia de Tralhariz, Douro: perto daqui nasceu o fundador da megalópole paulistana

Aldeia de Tralhariz, Douro

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

Aqui, um pouco mais sobre a vida e a obra do padre Manuel da Nóbrega.

 

ASSOMBRO E DESLUMBRAMENTO

Já que um dos temas do post anterior foi a Igreja de Santa Maria de Belém, convido-os para um rápido passeio pela sua nave central. Este é um dos lugares mais impactantes de Portugal. Quem entra na igreja pela primeira vez corre o risco de, como eu, experimentar uma sensação meio esquisita, mistura de assombro com deslumbramento. As dimensões da nave intimidam, fazem a gente se sentir insignificante. Mas são, ao mesmo tempo, um convite irresistível à exploração.

Nave central da Igreja de Santa Maria de Belém, Mosteiro dos Jerónimos: dimensões que intimidam

Nave central da Igreja de Santa Maria de Belém, em Lisboa: dimensões que intimidam

Santa Maria de Belém é um bom exemplo daquilo que os arquitetos chamam de igreja-salão – ou seja, basicamente constituída de um único e uniforme salão, com naves de mesma altura. Característico do Gótico Tardio, esse estilo de construir igrejas fez escola em Portugal. Foi adotado também em pelo menos outros 10 importantes edificações reliosas do país (entre eles, o Mosteiro de Alcobaça e a Igreja de Santo Antão, em Évora, para citar apenas os declarados patrimônios mundiais pela Unesco).

Janelão com vitral de Abel Manta: intervenção modernista

Janelão com vitral de Abel Manta: intervenção modernista

O website do Mosteiro dos Jerónimos descreve assim a Igreja de Santa Maria de Belém:

“A Igreja apresenta uma planta em cruz latina, composta por três naves à mesma altura (igreja salão), reunidas por uma única abóbada polinervada assente em seis pilares de base circular. Quando se entra, encontram-se os túmulos de Vasco da Gama (sub-coro esquerdo) e de Luís de Camões (sub-coro direito), ambos do século 19, do escultor Costa Mota. Continuando, na parede norte, podem apreciar-se os confessionários e, no lado sul, os janelões decorados com vitrais da autoria de Abel Manta e execução de R. Leone (já do século 20).

A abóbada do cruzeiro cobre, de um só voo, uma largura de 30 metros. Representa “a realização mais acabada da ambição tardo medieval de cobrir o maior vão possível com o mínimo de suportes” (Kubler). Neste espaço livre, em que se encontra toda a simbologia régia, a profusão de ornatos atinge o seu auge. No braço esquerdo do transepto estão sepultados os restos mortais do Cardeal-Rei D. Henrique e os dos filhos de D. Manuel I. No braço direito do transepto encontra-se o túmulo do Rei D. Sebastião e dos descendentes de D. João III.”

O túmulo de Luís de Camões no sub-coro direito, logo na entrada da igreja: obra do século 19 assinada por Costa Mota

O túmulo de Camões no sub-coro direito: obra do século 19 assinada pelo escultor Costa Mota

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados