VIDA CONVENTUAL

Um passeio pelas ruínas e pelo centro interpretativo do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Os textos são rigorosamente os mesmos apresentados ao público que visita o monumento.

Coimbra

“O claustro: era o coração do mosteiro, pois ligava, entre si, as dependências mais importantes. Espaço de circulação, era também local de meditação e de recreio das freiras, tanto nas galerias cobertas como no pátio. À estrutura do século 14, juntaram-se no século 16 fontes de estética renascentista e azulejos hispano-árabes de decoração geométrica e vegetalista. Pela proximidade à igreja, a galeria norte foi usada para enterramentos.”

Coimbra

“Devido ao ambiente insalubre do mosteiro, e não obstante a prescrição da Regra, em 1507 o Papa Júlio II autoriza as freiras a consumir carne durante todo o ano litúrgico. Nos dias de interdito, a carne cede lugar ao peixe e aos ovos. A este privilégio soma-se, pelo menos desde 1530, a permissão régia para a compra anual de algumas centenas de carneiros e para a existência, dentro da cerca do mosteiro, de talho e carniceiro próprios.” “A dieta alimentar documentada compreendia consumo de carne (carneiro, porco, vaca, cabrito, coelho e galináceos), de pescado (congro, pescada, linguado, bacalhau, lampreia e berbigão), ovos, cereais (trigo, centeio, milho, cevada), legumes e verduras (grão-de-bico, couves, alhos e cebolas), frutos (uvas, ameixas, pêssegos, abrunhos, cerejas, figos, amoras, abóbora porqueira e chila, abobrinha, berinjela, melão, azeitonas, castanhas, nozes, avelãs e pinhões), azeite, mel e vinho. A presença de alimentos exóticos à época, como côco, milho, feijão, açúcar, mostarda, pimenta e perus, atesta, uma vez mais, o estatuto da comunidade.”

Coimbra

“O açúcar, inicialmente usado na preparação de medicamentos, passa ao uso culinário e à confecção de doces de frutas, forma de conservá-las durante mais tempo. A sua abundância a partir do século 16 propicia o desenvolvimento da doçaria conventual. Os ovos e o mel das rendas, e as oito arrobas de açúcar que o convento recebia por esmola régia anual (desde 1525) eram empregados na doçaria. Ainda hoje se comercializam os Pastéis de Santa Clara de Coimbra, diferente dos congêneres por irem ao forno (em vez de serem fritos).” © Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

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