SOMBRA E LUZ

A austeridade arquitetônica do Mosteiro de Alcobaça traduzida em um segmento de sua nave principal. Para fotógrafos como eu, obcecados por simetria, este lugar é o paraíso. O site oficial do monumento, declarado patrimônio mundial em 1989, resume assim sua história:

“Consagrada em 1252, constitui-se como o primeiro exemplar gótico português. Suas grandes dimensões e a notável elegância das proporções fazem desta abacial [abadia] um exemplo acabado da dicotomia pedra/luz. Sua edificação terá sido iniciada em 1178, não sendo cabalmente conhecida a data do respectivo terminus. Esta abacial adopta a feição de cruz latina (símbolo do cristianismo), sendo composta pela nave principal e pelo transepto, onde se encontram os túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro.

A nave encontra-se dividida em três: a central e as laterais, que serviam apenas de corredor de passagem. A construção iniciou-se pela cabeceira, constituída por nove capelas radiantes de planta trapezoidal, ligadas entre si e ao transepto por um deambulatório, sendo cobertas por abóbadas de berço. A iluminação difunde-se através da grande rosácea, dos dois vãos laterais da frontaria, pelas estreitas frestas das paredes laterais e ainda pelas rosáceas e janelões dos dois topos do transepto e pelos altos janelões da cabeceira.

Toda a abacial é sustentada por contrafortes que, na parede sul das naves e no topo do transepto sul, correspondem ao alinhamento dos arcos torais e formeiros. O transepto norte tinha acesso directo para o Dormitório dos Monges. No topo oposto do transepto, sob uma grande rosácea e dois janelões, continua a existir a porta de acesso ao Cemitério dos Monges, vulgarmente chamada Porta dos Mortos.”

A nave principal do Mosteiro de Alcobaça: simetria para ninguém botar defeito

A nave principal do Mosteiro de Alcobaça: simetria para ninguém botar defeito

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

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Um pensamento sobre “SOMBRA E LUZ

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