JERÓNIMOS EM BRANCO E PRETO

Esta galeria contém 7 imagens.

Não é exatamente um ensaio, trata-se apenas de um pequeno conjunto de fotos produzidas durante minha breve passagem pelo Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, no início do mês passado. Fiquei menos de duas horas no interior da Igreja de Santa Maria … Continuar lendo

CAI A NOITE EM BELÉM

Ok, estou de volta ao Brasil depois de três semanas em Portugal (com o precioso apoio do Turismo do Centro). E doido para mostrar o que produzi de melhor. É certo que não conseguirei processar muitas fotos logo de cara, pois tenho os próximos 15 dias para fechar mais uma edição especial da revista Mundo Estranho. Farei o possível, começando com esta imagem da Torre de Belémdeclarada patrimônio mundial em 1983.

Minha passagem por Lisboa foi relâmpago, tive só uma tarde para fotografar. Fiz uma visita rápida ao Mosteiro dos Jerónimos, outra mais rápida ainda ao Padrão dos Descobrimentos e segui direto para a torre, torcendo por um entardecer de céu dramático. Acho que ele rendeu. Comecei a clicar ali pelas 19h45. Só parei lá pelas 20h30.

Fim de tarde, início da noite na Torre de Belém, em Lisboa: um lugar bem gostoso de frequentar nesse horário

Fim de tarde, início de noite na Torre de Belém, em Lisboa: um lugar bem gostoso de frequentar nesse horário

© Fotos: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

PRESS TRIP 2014 – DIAS 16 a 20

Acabou. Estou no Aeroporto da Portela, em Lisboa, aguardando o vôo que vai me levar de volta ao Brasil. A viagem foi fantástica. No total, oito patrimônios mundiais visitados (incluindo minhas rápidas passagens pela Torre de Belém, pelo Mosteiro dos Jerónimos e pelo Douro). Pra valer de verdade, fotografei cinco: Coimbra, Côa, Convento de Cristo, Mosteiro da Batalha e Mosteiro de Alcobaça. Sem contar aquilo que chamo de patrimônio associado, como a Reserva da Faia Brava e as aldeias históricas de Castelo Rodrigo, Marialva, Trancoso, Almeida e Castelo Mendo. Lugares incríveis, sobre os quais ainda vou escrever muito aqui no blog.

Os quatro últimos dias da viajem foram sensacionais, de muito sol e céu azul. Tratei de aproveitá-los ao máximo. Foram dois dias às voltas com o Convento de Cristo e outros dois divididos entre a Batalha e Alcobaça. Aguardem as fotos (não aquelas que andei publicando nas redes sociais, feitas com um iPhone). Vou demorar algumas semanas para processar todas as imagens. À medida em que elas forem sendo editadas, serão imediatamente mostradas aqui.

Agradeço a todos que acompanharam os posts e torceram por mim ao longo das três semanas que se encerram hoje. E a todo mundo do Turismo do Centro de Portugal pela generosidade. António Belo foi o cara. Como já disse antes, um anjo da guarda que não mediu esforços para facilitar o meu trabalho. Devo minha gratidão também à Marli Monteiro, à Ana Berliner, à Catarina Freire e ao Paulo Machado. Sem eles, nada teria acontecido. E a todo o pessoal de apoio em cada um dos lugares pelos quais passei. Muito obrigado, gente. Espero rever cada um de vocês muito em breve. Até a volta!

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PRESS TRIP 2014 – DIAS 12 a 15

Estou em Tomar, depois de oito dias incríveis tendo como base Castelo Rodrigo. O ritmo continua puxado. E o clima não colabora. Não houve um único dia sem chuva até agora. Mas o céu carregado tem rendido algumas fotos bem dramáticas. Meu medo era ter de lidar com aquele céu chapado, branco feito uma mesa de luz. Isso, felizmente, ainda não aconteceu.

Meus últimos dias foram bem excitantes. Além de visitar Marialva, Trancoso, Almeida e Castelo Mendo (todas integrantes da rede de aldeias históricas de Portugal), estive também em Cidadelhe e acompanhei uma manhã de vindima na Quinta do Custódio (propriedade da Duorum entre Almendra e Castelo Melhor). Não consegui fazer tudo que estava nos planos. Faltou, por exemplo, ir até a foz do Rio Côa. Mas encerrei minha passagem pela região satisfeito e seguro de que voltarei para o Brasil com um conjunto de imagens bem consistente.

Inicio agora a fase final da viagem. Tenho pela frente o Convento de Cristo, o Mosteiro da Batalha e o Mosteiro de Alcobaça. Minha última visita a essas três preciosidades ocorreu há cinco anos, em 2009. Mal posso esperar para reencontrá-las.

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PRESS TRIP 2014 – DIAS 7 a 11

Ritmo muito intenso de trabalho e poucas horas de sono desde que cheguei a Castelo Rodrigo, na segunda-feira passada. Por isso, vou resumir aqui, em um único post, os cinco últimos dias de viagem. Só assim conseguirei tirar o atraso dos relatos. Deixarei os detalhes de cada lugar visitado para quando voltar o Brasil.

Castelo Rodrigo é incrível, uma aldeia histórica situada no topo de uma colina com aproximadamente 800 metros de altura. Fica bem perto da fronteira com a Espanha e está funcionando como base para a exploração das gravuras rupestres do Vale do Côa. Ontem, visitei o sítio arqueológico de Penascosa. Hoje, o da Ribeira de Piscos. Ambos são extraordinários. Mas foi Penascosa o que mais me deixou boquiaberto. A visita, comandada pela bióloga Ana Berliner, foi noturna. Com luz artificial, a gravuras saltam muito mais aos olhos. E proporcionam ao visitante uma experiência inesquecível. Recomendo fortemente.

Além das gravuras, estive também na Reserva Natural da Faia Brava, guiado pelo biólogo Pedro Prata, e no Museu do Côa, onde fui conduzido por ninguém menos que o próprio diretor da instituição, o arqueólogo António Martinho Baptista.

Devo um agradecimento especialíssimo à Ana, que, além de me levar a Penascosa e viabilizar minha visita à Quinta de Ervamoira, está me recebendo com uma generosidade incomum em sua guesthouse, a Casa da Cisterna. E não poderia deixar de agradecer, ainda, à amável Sónia Teixeira, da Ervamoira, que hoje foi me buscar de Land Rover no fim da trilha para a Ribeira de Piscos. Sem essa quebrada de galho, eu não teria conseguido visitar a quinta.

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PRESS TRIP 2014 – DIA 6

Domingo passado, acordei em Aveiro acreditando que minha manhã seria das mais produtivas. Afinal, tinha feito um bom reconhecimento da cidade no dia anterior. Só que a chuva, que veio com força por voltadas 11h, acabou estragando tudo. Uma pena, pois deu para perceber que Aveiro é um destino cheio de opções para todo tipo de turista.

O aguaceiro foi tamanho que decidi deixar a cidade bem mais cedo do que estava planejado, A ideia original era partir por volta das 18h. Fui embora ali pelas 13h30. Como minha próxima parada seria a mais de 200 km de distância, achei que conseguiria fugir da chuva.

Deu certo, mas confesso que não fiquei feliz com a decisão. Sempre quis conhecer Aveiro – seus canais, suas salinas, seu casario de estilo art nouveau (ou arte nova, como preferem os portugueses)… O jeito será voltar à cidade, talvez para uma visita de 3 ou 4 dias. Espero revê-la em breve.

A foto que ilustra este post é um detalhe do Cais dos Botirões, e resume bem o espírito da cidade. Aveiro é colorida, alegre, animada (especialmente nas noites de sábado). Sentirei saudades.

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PRESS TRIP 2014 – DIA 5

Sábado foi dia de me despedir de Coimbra e seguir para Aveiro (que não é patrimônio da humanidade, mas estava nos meus planos havia muito tempo). Antes de deixar a cidade, porém, visitei as ruínas do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.

Suponho que você conheça os pastéis de santa clara, um dos doces portugueses mais tradicionais e famosos mundo afora. Pois então: a história deles tem tudo a ver com a história desse mosteiro. Explico direito isso tudo quando voltar ao Brasil. Por enquanto, deixo aqui apenas um registro feito com o meu iPhone durante a visita.

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PRESS TRIP 2014 – DIA 4

Peço desculpas pela ausência dos últimos dias. Minha rotina aqui em Portugal está bem puxada. Acordo por volta das 6h e fico na rua até as 20h, 20h30, quase sempre carregando até 3 kg de equipamento fotográfico nas costas. Quando finalmente volto para o hotel, ainda preciso jantar, checar e responder e-mails, saber como estão minha mulher e minha filha, editar as fotos na câmera, recarregar baterias, transferir imagens dos cartões de memória para um HD… O resultado disso tudo é que, de sexta passada para cá, eu simplesmente desmaiei ao chegar no quarto. Tentarei evitar que isso volte a acontecer daqui por diante.

Dito isso, deixe-me tirar o atraso recapitulando o dia 4 da viagem – talvez o mais legal de todos até agora. Foi nesse dia que eu finalmente conheci o António Bello, com quem vinha trocando e-mails havia semanas. Ele integra a equipe da ARPT Centro de Portugal. Funciona como uma espécie de anjo da guarda, abrindo portas e pavimentando caminhos para o meu trabalho. Pois bem: uma das portas abertas (e que porta!) foi a da Biblioteca Joanina na Universidade de Coimbra. Graças ao António e à Catarina Freire, guia e intérprete na UC, tive acesso irrestrito a todos os espaços da biblioteca. E mais: meia dúzia de livros sobre o Brasil, com alguns séculos de idade, foram tirados do cofre forte da instituição especialmente para que eu pudesse vê-los de perto e, na medida do possível, fotografá-los. Uma honra, algo que jamais vou esquecer.

Deixo o restante para contar quando estiver de volta ao Brasil. Tem muita história boa – e muita foto bacana – para ser publicada aqui.

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PRESS TRIP 2014 – DIA 3

Impressionante como encontro gente simpática toda vez que venho a Portugal. Ontem, foram o José, da Quinta das Lágrimas, e também o seu Jorge, na beira do Rio Mondego. Hoje, mais três gratas surpresas. A começar pelo Pedro Ferrão, doutor em história da arte. Ele foi meu guia particular na visita ao fantástico Museu Nacional de Machado de Castro, um dos mais importantes do país. O acervo arqueológico e artístico do museu é tão incrível que a minha programação acabou saindo completamente do eixo. Eu deveria ter visitado também as duas Sés de Coimbra (a nova e a velha). Entrei no Machado de Castro às 10h e só fui sair de lá às 14h30. Precisei almoçar, é lógico. E aí ficou tarde demais para conhecer as igrejas. Uma lástima. Tentarei dar um jeito de visitá-las antes de seguir para a região do Côa.

Bem mais tarde, por volta das 19h, foi a vez de esbarrar com outras duas figuras simpaticíssimas. Primeiro, a jovem Sofia Almeida, que passeava com seus dois dogs alemães no Parque Verde. Depois, o fotógrafo Carlos Dias, que passou em disparada por mim justamente quando eu usava os cães de Sofia como “modelos” e parou para bater um papo comigo na volta. Gente fina demais, quis saber se eu tinha conseguido boas imagens e deu algumas dicas de bons pontos para clicar a cidade.

Passados esses dois primeiros dias por aqui, já deu para perceber que Coimbra é o patrimônio mundial português mais difícil de ser fotografado. E a razão é uma só: a assombrosa quantidade de carros estacionados em todo lugar. Confesso que ainda não consegui me entender com eles. Talvez eu consiga amanhã, dia inteiramente reservado à universidade.

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PRESS TRIP 2014 – DIA 2

Dia complicado, que começou debaixo de um pé d’água daqueles em Lisboa. Meu plano de fotografar pela manhã entre o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém foi para o brejo. E só consegui sair da cidade por volta das 13h, depois de uma exaustiva sequência de filas no aeroporto até conseguir recuperar minha mochila.

Cheguei a Coimbra um tanto acabrunhado, com a sensação de dia perdido. Mas tudo mudou assim que coloquei os pés na Quinta das Lágrimas. Fui recebido com uma amabilidade ímpar pelo simpaticíssimo senhor José, que me levou para conhecer cada cantinho do hotel. A propriedade é enorme e tem uma história fascinante, que será contada aqui quando eu voltar para o Brasil.

Mais tarde, já às margens do Mondego, surgiu o segundo grande personagem do dia: seu Jorge, um senhor de 62 anos que pescava com o neto na beira do rio. Nascido e criado em Coimbra, é daquelas figuras que caem do céu de repente para enriquecer sua viagem. Levamos um longo papo sobre a cidade, sua história e sua gente. Qualquer hora dessas eu conto em detalhes esse episódio também.

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