AQUEDUTO DA ÁGUA DE PRATA

Aqueduto da Água de Prata, em Évora. Inaugurado em 1537, durante o reinado de D. João III, ele funciona até hoje, levando água desde as nascentes do Divor até o centro da cidade. É considerado a mais importante estrutura hidráulica construída em Portugal durante o século 16. Dos seus 19 quilômetros de extensão, cerca de 8 quilômetros podem ser percorridos a pé – uma caminhada bem bacana, ainda que um pouco sofrida quando feita sob o sol do verão alentejano.

O poeta Luís Vaz de Camões fez referência ao aqueduto em sua obra mais conhecida, Os Lusíadas. Na estrofe 63 do Canto III, ele escreveu assim:

Eis a nobre cidade, certo assento

Do rebelde Sertório antiguamente;

Onde ora as águas nítidas de argento,

Vem sustentar de longe a terra, e a gente;

Pelos arcos reaes, que cento e cento

Nos ares se alevantam nobremente;

Obedeceu por meio e ousadia

De Giraldo, que medos não temia

Dos 19 km do aqueduto, entre as nascentes do Divor e o centro de Évora, cerca de 8 km podem ser percorridos a pé

Dos 19 km de extensão do aqueduto, cerca de 8 km podem ser percorridos a pé

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

GIRALDO

Essa é a Praça do Giraldo, em Évora, com a Igreja de Santo Antão em destaque. Essas fachadas testemunharam alguns dos episódios mais dramáticos da história de Portugal. Um deles foi a execução de Fernando II, duque de Bragança, no dia 20 de julho de 1483 – acusado de conspirar contra o rei D. João II. As fogueiras da Inquisição também arderam aqui e fizeram um bocado de vítimas no século 16. Adoro sentar num dos bancos dessa praça e ficar olhando o movimento – de preferência, comendo castanhas assadas.

As fachadas da Praça do Giraldo, em Évora, testemunharam episódios dramáticos da história de Portugal

As fachadas da Praça do Giraldo testemunharam episódios dramáticos da história de Portugal

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

CATEDRAL DE ÉVORA

CATEDRAL DE ÉVORA

Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção, ou simplesmente Catedral de Évora. Embora seja um dos monumentos mais emblemáticos da cidade, ninguém sabe ao certo quando ela começou a ser construída. Alguns historiadores acreditam que o lançamento da primeira pedra … Continuar lendo

MONSERRATE

Assista ao vídeo e me diga se esse lugar não merece uma visita de, no mínimo, um dia inteiro. Ou de dois, três dias, sei lá… Eu passaria fácil uma semana inteira explorando Monserrate. No último mês de setembro, a European Garden Heritage Network deu-lhe o título de jardim europeu do ano na categoria Parques Históricos. Pode acreditar: há muito mais para conhecer em Sintra além do Parque da Pena, do Palácio Nacional e do Castelo dos Mouros.

UM DIA EM SINTRA É POUCO

Conheço muitos viajantes que optam por conhecer Sintra no esquema day trip, a partir de Lisboa. Natural, já que apenas 30 minutos de trem separam uma cidade da outra. Não tenha dúvida de que é melhor passar um único dia em Sintra do que simplesmente não visitá-la. Mas recomendo fortemente uma estadia bem mais longa, de pelo menos uma semana. Há muita coisa legal para ver na cidade e nos seus arredores. Além do Palácio da Pena, do Palácio Nacional e do Castelo dos Mouros, monumentos mais concorridos, tem também a Quinta da Regaleira, o Parque de Monserrate, o Convento dos Capuchos… Uma lista enorme de atrações. Cada um desses lugares merece um passeio de dia inteiro – ou quase isso.

O Palácio da Pena visto do Castelo dos Mouros

O Palácio da Pena visto do Castelo dos Mouros

© Foto: Eduardo Lima / Walkabout – Todos os direitos reservados

THE DREAMS OF KINGS

Um passeio bem rápido – menos de 3 minutos – pela história e pelos principais monumentos de Sintra, que teve sua paisagem declarada patrimônio da humanidade em 1995. O vídeo é oficial, resultado de uma parceria entre a Unesco e a NHK, a TV pública do Japão.

PALÁCIO DA PENA

PALÁCIO DA PENA

O Palácio Nacional da Pena, em Sintra, é uma das máximas expressões da arquitetura romântica portuguesa. Ele ocupa uma posição extraordinária, o topo de uma serra com uns 500 metros de altitude. Começou a ser construído em 1839, quando o … Continuar lendo